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Papa na Suécia: diálogo confirma desejo de plena comunhão

Papa e a arcebispa Ante Jackelen, Primaz da Igreja Luterana da Suécia – AP

31/10/2016 18:05
Malmö (RV) – O Papa Francisco participou do evento ecumênico na Arena de Malmö, na Suécia, na tarde desta segunda-feira (31/10).

“Dou graças a Deus por esta comemoração conjunta dos 500 anos da Reforma, que estamos vivendo com espírito renovado e conscientes de que a unidade entre os cristãos é uma prioridade, porque reconhecemos que, entre nós, é muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa”, disse o Papa em seu discurso.

“O diálogo entre nós permitiu aprofundar a compreensão mútua, gerar confiança recíproca e confirmar o desejo de caminhar para a plena comunhão. Um dos frutos produzidos por este diálogo é a colaboração entre distintas organizações da Federação Luterana Mundial e da Igreja Católica. Hoje, graças a este novo clima de compreensão, Caritas Internationalis e Lutheran World Federation World Service assinarão uma declaração comum de acordos que visam desenvolver e consolidar uma cultura de colaboração para a promoção da dignidade humana e da justiça social. Saúdo cordialmente os membros de ambas as organizações que, num mundo dividido por guerras e conflitos, foram e são um exemplo luminoso de dedicação e serviço ao próximo. Exorto-os a prosseguir no caminho da cooperação”, frisou o Papa.

Testemunhos

A seguir, Francisco comentou os 4 testemunhos que foram dados antes de seu discurso. Sobre o primeiro, relativo à Criação, ressaltou que “toda a criação é uma manifestação do amor imenso de Deus para conosco. Somos chamados a cultivar uma harmonia com nós mesmos e com os outros, mas também com Deus e com a obra de suas mãos”.

Em relação ao segundo, sobre o trabalho conjunto que católicos e luteranos realizam na Colômbia, o Papa frisou que “é uma boa notícia saber que os cristãos se unem para dar vida a processos comunitários e sociais de interesse comum” e pediu orações para que “se possa chegar finalmente à paz, tão desejada e necessária para uma digna convivência”.

Do terceiro testemunho, o Papa chamou a atenção para o trabalho em prol das crianças vítimas de atrocidades e para o compromisso em favor da paz. O Pontífice agradeceu à jovem burundinesa pelo seu compromisso em comunicar a mensagem de paz.

O último, dado por uma jovem da Equipe Olímpica de Refugiados, o Papa disse que ela “soube tirar proveito do talento que Deus lhe deu no esporte”. O Santo Padre agradeceu à jovem pelos esforços e cuidados para animar outras meninas a regressarem à escola e também pelas orações que reza todos os dias pela paz no Sudão do Sul.

O Papa recordou também Aleppo, cidade síria martirizada pela guerra, onde se desprezam e espezinham os direitos fundamentais.

“Queridos irmãos e irmãs, não nos deixemos abater pelas adversidades. Que estas histórias nos estimulem e deem novo impulso para trabalharmos cada vez mais unidos. Quando voltarmos às nossas casas, levemos o compromisso de realizar cada dia um gesto de paz e reconciliação para sermos testemunhas corajosas e fiéis da esperança cristã”, concluiu Francisco.

(MJ)

***

A seguir, a íntegra do discurso.

Queridos irmãos e irmãs!

Dou graças a Deus por esta comemoração conjunta dos quinhentos anos da Reforma, que estamos a viver com espírito renovado e conscientes de que a unidade entre os cristãos é uma prioridade, porque reconhecemos que, entre nós, é muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa. O caminho empreendido para a alcançar já é um grande dom que Deus nos concede e, graças à sua ajuda, estamos reunidos aqui hoje, luteranos e católicos, em espírito de comunhão, para dirigir o nosso olhar ao único Senhor, Jesus Cristo.

O diálogo entre nós permitiu aprofundar a compreensão mútua, gerar confiança recíproca e confirmar o desejo de caminhar para a plena comunhão. Um dos frutos produzidos por este diálogo é a colaboração entre distintas organizações da Federação Luterana Mundial e da Igreja Católica. Hoje, graças a este novo clima de compreensão, Caritas Internationalis e Lutheran World Federation World Service assinarão uma declaração comum de acordos que visam desenvolver e consolidar uma cultura de colaboração para a promoção da dignidade humana e da justiça social. Saúdo cordialmente os membros de ambas as organizações que, num mundo dividido por guerras e conflitos, foram e são um exemplo luminoso de dedicação e serviço ao próximo. Exorto-vos a prosseguir pelo caminho da cooperação.

Ouvi atentamente os testemunhos de como, no meio de tantos desafios, dia após dia dedicam a vida a construir um mundo que corresponda cada vez mais aos desígnios de Deus. Pranita referiu-se à criação. É verdade que toda a criação é uma manifestação do amor imenso de Deus para conosco; por isso podemos também contemplar a Deus por meio dos dons da natureza. Compartilho a tua consternação pelos abusos que danificam o nosso planeta, a nossa casa comum, com graves consequências também sobre o clima. Como justamente recordaste, os maiores impactos recaem frequentemente sobre as pessoas mais vulneráveis e com menos recursos, que se veem forçadas a emigrar para se salvar dos efeitos das mudanças climáticas. Todos somos responsáveis pela salvaguarda da criação, e de modo particular nós cristãos. O nosso estilo de vida, os nossos comportamentos devem ser coerentes com a nossa fé. Somos chamados a cultivar uma harmonia com nós mesmos e com os outros, mas também com Deus e com a obra das suas mãos. Pranita, encorajo-te a continuares no teu compromisso a favor da nossa casa comum.

Mons. Héctor Fabio informou-nos sobre o trabalho conjunto que católicos e luteranos realizam na Colômbia. É uma boa notícia saber que os cristãos se unem para dar vida a processos comunitários e sociais de interesse comum. Peço-vos uma oração especial por aquela terra maravilhosa para que, com a colaboração de todos, se possa chegar finalmente à paz, tão desejada e necessária para uma digna convivência humana. Seja uma oração que abrace também a todos os países onde perduram graves situações de conflito.

Marguerite chamou a nossa atenção para o trabalho em prol das crianças vítimas de tantas atrocidades e para o compromisso a favor da paz. É algo admirável e, simultaneamente, um apelo para tomar a sério inúmeras situações de vulnerabilidade que padecem tantas pessoas indefesas, aquelas que não têm voz. Aquilo que tu consideras como uma missão, foi uma semente que produziu frutos abundantes, e hoje, graças a esta semente, milhares de crianças podem estudar, crescer e recuperar a saúde. Obrigado pelo facto de agora, mesmo no exílio, continuares a comunicar uma mensagem de paz. Disseste que, todos os que te conhecem, pensam que aquilo que fazes é uma loucura. Sim, é a loucura do amor a Deus e ao próximo! Quem dera que esta loucura pudesse propagar-se, iluminada pela fé e a confiança na Providência! Segue em frente; e possa aquela voz de esperança que ouviste no início da tua aventura continuar a estimular o teu coração e o coração de muitos jovens.

Rose, a mais jovem, ofereceu um testemunho verdadeiramente comovente. Soube tirar proveito do talento que Deus lhe deu através do desporto. Em vez de malbaratar as suas forças em situações adversas, empregou-as numa vida fecunda. Enquanto ouvia a tua história, vinha-me à mente a vida de tantos jovens que precisam de testemunhos como o teu. Gostaria de lembrar que todos podem descobrir esta condição maravilhosa de ser filhos de Deus e o privilégio de ser queridos e amados por Ele. Rose, de coração te agradeço pelos teus esforços e cuidados para animar outras meninas a regressar à escola e também pelas orações que rezas todos os dias pela paz no jovem Estado do Sudão do Sul que tanto precisa dela.

Depois de ter ouvido estes testemunhos corajosos, que nos fazem pensar na nossa vida e no modo como respondemos às situações de necessidade que existem ao nosso lado, quero agradecer a todos os governos que prestam assistência aos refugiados, aos deslocados e àqueles que pedem asilo, porque cada ação em favor destas pessoas que precisam de proteção constitui um grande gesto de solidariedade e reconhecimento da sua dignidade. Para nós, cristãos, é uma prioridade sair ao encontro dos descartados e marginalizados do nosso mundo, tornando palpável a ternura e o amor misericordioso de Deus, que não descarta ninguém, mas acolhe a todos.

Daqui a pouco ouviremos o testemunho do Bispo D. Antoine, que vive em Aleppo, cidade exausta pela guerra, onde se desprezam e espezinham até mesmo os direitos mais fundamentais. As notícias referem-nos diariamente o sofrimento indescritível causado pelo conflito sírio, que dura já há mais de cinco anos. No meio de tanta devastação, é verdadeiramente heroica a permanência lá de homens e mulheres para prestar assistência material e espiritual aos necessitados. E é admirável também que tu, querido irmão, continues a trabalhar no meio de tantos perigos para nos contares a dramática situação dos sírios. Cada um deles está presente no nosso coração e na nossa oração. Imploremos a graça da conversão dos corações de quantos têm a responsabilidade dos destinos daquela região.

Queridos irmãos e irmãs, não nos deixemos abater pelas adversidades. Que estas histórias nos estimulem e deem novo impulso para trabalharmos cada vez mais unidos. Quando voltarmos às nossas casas, levemos o compromisso de realizar cada dia um gesto de paz e reconciliação para sermos testemunhas corajosas e fiéis de esperança cristã.

http://br.radiovaticana.va/news/2016/10/31/papa_na_su%C3%A9cia_di%C3%A1logo_confirma_desejo_de_plena_comunh%C3%A3o_/1269044

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Papa na Suécia: do conflito à comunhão

Papa embarca para a Suécia – OSS_ROM

31/10/2016 10:04
Cidade do Vaticano (RV) – “Do conflito à comunhão. Juntos na esperança”: este é o lema da viagem que o Papa Francisco iniciou na manhã desta segunda-feira (31/10) à Suécia.

Trata-se de sua 17ª viagem apostólica e a última deste ano de 2016. A ocasião da visita é a comemoração conjunta dos 500 anos da Reforma protestante e os 50 anos do diálogo entre as duas confissões – ambas as datas que serão recordadas de maneira oficial em 2017.

No total, serão pouco mais de 24 horas em solo sueco. Depois de 2 horas e 40 minutos de voo, o Papa será acolhido no aeroporto internacional de Malmö pelo Primeiro-Ministro sueco, Stefan Löfven. Em Lund, depois do almoço na residência papal de Igelosa, Francisco realizará a visita de cortesia à família real da Suécia: ao acolhê-lo na residência real estarão o Rei Carlos XVI Gustav e a Rainha Silvia.

A oração  ecumênica comum

A tarde prosseguirá com a aguardada oração ecumênica na Catedral luterana de  Lund. De fato, esta cidade foi escolhida para a viagem apostólica porque foi ali que em 1947 foi fundada a Federação Luterana Mundial, enquanto a data – 31 de outubro – é o dia em que, segundo a tradição, Martinho Lutero expôs as suas 95 teses sobre a porta da Igreja do castelo de Wittenberg, em 1517.

Este evento inédito – a oração ecumênica comum – é fruto de 50 anos de diálogo: com os luteranos, os católicos iniciaram os colóquios com o Concílio Vaticano II; em 1999, as duas comunidades assinaram a Declaração conjunta sobre a Justificação e, em 2013 aprovaram o documento “Do conflito à comunhão”, que se tornou o lema desta viagem.

O programa do Papa ainda nesta segunda-feira prevê o regresso de Lund a Malmö para o evento ecumênico no ginásio da cidade e o encontro com as delegações ecumênicas – eventos com transmissão ao vivo da Rádio Vaticano.

Comunidade católica sueca

A terça-feira (1°/11) do Papa Francisco será dedicada à pequena comunidade católica sueca. Trata-se de pouco mais de 1% da população de cerca de 10 milhões de habitantes no total. O Pontífice celebra a missa, em latim e sueco, no estádio de Malmo, com a oração mariana do Angelus. Ao final da manhã, o Papa regressa ao Vaticano.

Papa na Suécia: do conflito à comunhão

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CNBB apresenta texto-base da CF 2017

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou o texto-base da Campanha da Fraternidade (CF) de 2017. Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da visa” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), a iniciativa alerta para o cuidado da criação, de modo especial dos biomas brasileiros.

Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase a diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.

Ainda de acordo com o bispo, a Campanha deseja, antes de tudo, que o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. “Cultivar e guardar nasce da admiração! A beleza que toma o coração faz com que nos inclinemos com reverência diante da criação. A campanha deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, cultivar e a guardar”, salienta.

Além de abordar a realidade dos biomas brasileiros e as pessoas que neles moram, a Campanha deseja despertar as famílias, comunidades e pessoas de boa vontade para o cuidado e o cultivo da Casa Comum. Para ajudar nas reflexões sobre a temática são propostos subsídios, sendo o texto-base o principal.

Dividido em quatro capítulos, a partir do método ver, julgar e agir, o texto-base faz uma abordagem dos biomas existentes, suas características e contribuições eclesiais. Também traz reflexões sobre os biomas e os povos originários, sob a perspectiva de São João Paulo II, Bento XVI e o papa Francisco. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos durante a Campanha 2017.

Cartaz 

Para colocar em evidência a beleza natural do país, identificando os seis biomas brasileiros, o Cartaz da CF 2017 mostra o mapa do Brasil, em imagens características de cada região. Compõem também o cenário, como personagens principais, os povos originários; os pescadores e o encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, acontecido há 299 anos. Além da riqueza dos biomas, o cartaz quer expressar o alerta para os perigos da devastação em curso, além de despertar a atenção de toda a população para a criação de Deus.

Adquira o material da CF 2017 no site das Edições CNBB.

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A Igreja Católica na internet #Ciberteologia

Paz e fogo, galera! Firme?

O vídeo mais recente do #VlogRevolucionário é uma entrevista que fiz para o programa “A Arte da Vida” da qual sou produtor e repórter. O programa vai ao ar nas TVs Século 21 e Milícia da Imaculada.

Mas vamos para o que interessa! O entrevistado, o Irmão Darlei Zanon, da Congregação dos Padres e Irmãos Paulinos, é um estudioso da área da ciberteologia ou cibereclesiologia como ele chama. Essa entrevista aconteceu justamente num “Café Teológico” promovido pela Paulus e que tinha como temática “a Igreja Católica em tempos de rede”.

Nesse vídeo ele fala sobre a presença da Igreja na Web, sobre como devemos nos portar no ambiente digital e também como deve ser a nossa “contribuição” em assuntos polêmicos como aborto, ideologia de gênero, eutanásia, dentre outros.

Vale a pena assistir!

Se você faz parte de PASCOM, Ministério de Comunicação ou conhece alguém que acha que encher a sua timeline de GIFs brilhantes de Jesus, Maria e frases bíblicas é evangelizar, aproveite e mande esse vídeo, pois o conteúdo é muito valioso e nos ajuda a repensarmos a nossa presença nesse ambiente tão propício para evangelizar os batizados. #Play!

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13 de novembro: fecham-se as portas santas das Basílicas papais

Encerramento Ano Santo da Misericórdia

Em vista do encerramento oficial do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, no próximo dia 20 de novembro, o Papa Francisco nomeou os cardeais-arciprestes de três Basílicas papais para presidir o rito de fechamento da Porta Santa:

Porta Santa da Basílica de S. João de Latrão – OSS_ROM

16/10/2016 11:58
Cidade do Vaticano (RV) – Em vista do encerramento oficial do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, no próximo dia 20 de novembro, o Papa Francisco nomeou os cardeais-arciprestes de três Basílicas papais para presidir o rito de fechamento da Porta Santa:

O Card. Agostino Vallini presidirá o rito na Basílica Papal de São João de Latrão. O Card. Santos Abril y Castelló fará o mesmo na Basílica de Santa Maria Maior. E o Card. James Michael Harvey fechará a Porta Santa da Basílica de São Paulo Fora dos Muros.

A cerimônia nas três Basílicas Papais foi marcada para o domingo que antecede o encerramento do Jubileu, em 13 de novembro.

Nesta mesma data, enquanto os Cardeais-arciprestes presidem o rito, na Basílica Vaticana Papa Francisco celebra o Jubileu dos sem-teto.

A programação do Ano Jubilar prevê ainda o Jubileu dos Encarcerados, em 6 de novembro, e a última audiência jubilar aos sábados, em 12 de novembro. Dia 19 de novembro haverá o Consistório para a criação de 17 novos Cardeais e, com eles, no dia 20 de novembro, a Santa Missa de encerramento do Jubileu na Basílica Vaticana.

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No Vaticano, Francisco canoniza sete novos santos

 O Papa Francisco presidiu na manhã deste domingo (16), na Praça São Pedro, a Missa com o rito de canonização de sete novos santos.

Entre os canonizados estão o argentino José Gabriel Brochero (1840-1914), o mexicano José Sánchez del Río (1913-1928), os franceses Salomón Leclercq (1745-1792) e Isabel de la Santísima Trinidad Catez (1880-1906), o espanhol Manuel González García (1877-1940) e os italianos Ludovico Pavoni (1784-1849) e Alfonso María Fusco (1839-1910).

Papa canoniza novos santos Foto: AFP

Foto: AFP

Em sua homilia, o Pontífice destacou a importância da oração, que aparece no centro das leituras bíblicas deste domingo.

O Santo Padre afirmou que os novos santos não são só um exemplo para a nossa vida quotidiana, mas que, sobretudo, nos ensinam o valor da oração:

“Os santos são homens e mulheres que entram profundamente no mistério da oração. Homens e mulheres que lutam com a oração, deixando rezar e lutar neles o Espírito Santo; lutam até ao limite, com todas as suas forças, e vencem, mas não sozinhos: o Senhor vence neles e com eles.” E estas sete testemunhas agora canonizadas “combateram a boa batalha da fé e do amor com a oração”, sublinhou Francisco.

“O cansaço é inevitável, mas com o apoio dos nossos irmãos e com a oração podemos seguir em frente. O agir cristão necessita de comportamentos bem concretos: ser firmes na oração para permanecer firmes na fé e no testemunho”, afirmou Francisco. No final da Missa celebrada na Praça de S. Pedro o Papa Francisco recitou a oração do Angelus.

Na sua mensagem o Santo Padre saudou os fiéis vindos de vários países, em particular, aqueles que vieram dos países de origem dos sete santos canonizados na celebração. O Papa Francisco ainda referiu-se ao Dia Mundial contra a pobreza celebrado nesta segunda-feira dia 17 de outubro:

“Unemos as nossas forças, morais e económicas, para lutar juntos contra a pobreza que degrada, ofende e mata tantos irmãos e irmãs, fazendo políticas sérias para as famílias e para o trabalho” – disse o Santo Padre na oração do Angelus neste domingo dia 16 de outubro.

Conheça mais de cada um dos novos santos:

Salomão Leclercq, mártir, natural da França, da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs ou Lassalistas, durante os anos violentos da Revolução Francesa, foi preso e assassinado barbaramente, em 1792, no jardim do Convento dos Carmelitas, teatro de um dos mais terríveis massacres.

José Sanchez do Río, leigo e mártir, nascido no estado de Michoacan, México. Com a explosão da guerra chamada “cristera”, durante a perseguição religiosa, com apenas 14 anos, foi preso e torturado para que regasse à sua fé. Foi assassinado, em 1928, no cemitério da sua terra natal. Suas últimas palavras foram: “Viva Cristo Rei! Viva Nossa Senhora de Guadalupe!”

Manuel González Garcia, nasceu em Sevilha, Espanha. Ao se tornar sacerdote fundou a “Obra das Três Marias e dos Discípulos de São João. Sendo ordenado Bispo auxiliar de Málaga, fundou a União Eucarística Reparadora e da Congregação das Irmãs Missionárias Eucarísticas de Nazaré. Durante a guerra civil espanhola, revolucionários queimaram quase todas as igrejas e a sede episcopal. Dom Manuel, escritor de obras de espiritualidade eucarística e catequética, faleceu em Madri em 1940.

Ludovico Pavoni nasceu em Brescia, norte da Itália, sacerdote, dedicou-se aos pobres e abandonados, para os quais fundou o Instituto de São Barnabé, do qual nasceu a Congregação dos Filhos de Maria Imaculada. Deu um notável impulso às atividades editoriais e tipográficas. Durante o conflito dos “Dez Dias” em Brescia, Padre Ludovico tentou salvar seus jovens dos saques e das violências, foi acometido por uma broncopneumonia, vindo a falecer em 1949.

Afonso Maria Fusco, sacerdote, nasceu na província italiana de Salerno, dedicou-se com grande zelo ao sacramento da Reconciliação e à pregação assídua da Palavra de Deus. Para ir ao encontro da instrução dos menores pobres, abriu uma escola em sua casa, que, posteriormente, se concretizou com a fundação da Congregação das Irmãs de São João Batista. A nova Instituição dedicou-se à educação das crianças órfãs e necessitadas. Padre Fusco faleceu em 1910, em Agri, sua cidade natal.

Isabel da Santíssima Trindade, monja professa francesa, da Ordem das Carmelitas Descalças, nasceu no campo militar francês de Avor, em Bourges. Aos 18 anos, fez o voto de virgindade, que a levou a se dedicar à vida monacal do Carmelo de Dijon. A “grande mística” carmelita, contemporânea de Santa Teresinha do Menino Jesus, morreu em 1906, aos 26 anos, após um longo sofrimento, que suportou com fé e amor, devido à doença de Addison.

José Gabriel do Rosário Brochero, sacerdote diocesano, nasceu em Cordova, Argentina, em 1840. conhecido como “El cura Brochero”, assim chamado, carinhosamente, pelos antigos moradores das áreas rurais da Argentina, Uruguai e do Sul do Brasil. O Padre gaúcho percorreu a Argentina, em cima de uma mula, para levar a educação e a mensagem do Evangelho de Jesus aos povos das regiões mais remotas e pobres do país. Divulgou a prática dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, conseguindo muitas conversões. Apesar de ser acometido pela hanseníase, continuou a levar adiante a sua missão pastoral. O “El cura Brochero” faleceu em 1914 e foi beatificado pelo Papa Francisco em 2013.

http://www.a12.com/santo-padre/noticias/detalhes/no-vaticano-francisco-canoniza-sete-novos-santos
Redação A12, 16 de Outubro de 2016 às 09h07. Atualizada em 16 de Outubro de 2016 às 09h17.

Fonte: Rádio Vaticano

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Assembleia das Igrejas começa nesta sexta-feira

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Nova Pastoral Familiar à luz da Exortação Apostólica Pós-sinodal Amoris Laetitia será pauta durante o evento, que irá reunir os leigos e leigas que atuam nas Igrejas locais.

“Nova Pastoral Familiar à luz da Exortação Apostólica Pós-sinodal Amoris Laetitia” será o tema central da 38ª Assembleia das Igrejas Particulares (AIP), que se realizará nesta sexta (14) à domingo (16), em Itaici (Vila Kostka), município de Indaiatuba (SP).

O tema central foi escolhido, dentre outras sugestões apresentadas durante a Assembleia Regional dos Bispos, realizada em junho, em Aparecida. Para ajudar na preparação da Assembleia das Igrejas foi elaborado um subsídio e enviado aos participantes.

Sobre a Assembleia das Igrejas – Segundo o Estatuto do Regional,  a Assembleia das Igrejas particulares é órgão que expressa a comunhão, a participação e a missão das Dioceses deste Regional e chama-se Assembleia das Igrejas porque tem a participação de leigas e leigos que atuam nas Igrejas locais.

Serviço 38ª Assembleia das Igrejas Particulares (AIP) Dia: 14 a 16 de outubro de 2016 Local: CEI – Centro de Espiritualidade Inaciana – Vila Kostka, município de Indaiatuba (SP).

IMPRENSA – Para realizar a cobertura da Assembleia é necessário fazer contato prévio pelo telefone 11- 3253-6788 (Departamento de Comunicação) ou pelo e-mail cnbbs1@cnbbsul1.org.br. Para solicitar entrevistas durante a Assembleia agendar  com Amanda Salmont no local ou 11 97445-8985.

Categoria: Notícias
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Comunicar pela vida!

Paz e Misericórdia!

Para este mês de outubro a intenção de oração principal do Papa Francisco é pelos jornalistas, em especial para denunciarmos “práticas jornalísticas, que vão contra a dignidade da pessoa, contra a vida e contra a verdade”.

Como católico e jornalista que tem a missão de anunciar e denunciar, em especial nessa semana me vejo “obrigado” a falar de uma temática um tanto polêmica: o aborto. No Brasil estamos numa época propícia para essa denúncia: a Semana da Vida e o Dia Nacional do Nascituro.11885300_1001973173159774_2121170522337293877_n

Jesus veio para que TODOS tenham vida e vida em abundância. A VIDA deve ser defendida desde a concepção até o seu declínio natural, portanto, o aborto e a eutanásia são grandes afrontas ao 5º mandamento que diz: Não matarás!

Sendo assim, um grupo de Vloggers católicos mobilizou-se para nessa semana lançar vídeos que refletem, explicam e denunciam a cultura da morte/aborto.

Em minha contribuição para essa campanha denominada #JuntosPelaVida, dou o meu testemunho de vida e também conto com a participação do Padre João Henrique Porccu, fundador da Comunidade Aliança de Misericórdia e grande líder pró-vida.

Te convido a assistir, compartilhar e a fazer parte desse time de comunicadores que usam dos mais diversos meios para defender a vida e a verdade como nos pede o Santo Padre. 

Deus abençoe!

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Prevenção do câncer de Mama: Outubro Rosa

Querido leitor, receba todas as bençãos físicas e espirituais para sua vida e família.

Neste mês, no Brasil é muito conhecido e divulgado o “Outubro Rosa” que é uma maneira de chamar atenção para a prevenção do câncer de mama. É, sem dúvida o que mais está ceifando vidas das mulheres.

:: Outubro Rosa: Ações para prevenção do câncer de mama se espalham pelo Brasil

:: Outubro Rosa: entrevista com o mastologista Matheus Galhardo

Outubro rosa

Há dois tipos: carcinoma ductal (tubos responsáveis por levar o leite ao mamilo) e o carcinoma lobular (local onde se produz o leite). Devemos lembrar que nem todo nódulo que aparece na mama é maligno. Os fatores de risco são aqueles que aumentam a probabilidade do surgimento do tumor. São eles: consumo de álcool, histórico familiar, o aumento da idade, menarca precoce, menopausa tardia, nunca ter engravidado ou ter o primeiro filho depois dos 30 anos.

O câncer de mama não apresenta muitos sintomas, por isso a importância de se fazer os exames preventivos. Como o tumor evolui, é comum aparecer nódulos nas axilas, alteração da forma ou textura da mama ou do mamilo. A mulher pode ter na região da mama um vermelhidão, ondulações ou rugas que se parecem com casca de laranja, fluido no bico do peito. Os sintomas de um câncer de mama avançado podem incluir: dor óssea, desconforto na mama, úlceras de pele, inchaço dos gânglios linfáticos das axilas, perda de peso. O médico vai fazer sempre um exame físico nas mamas, axilas e no pescoço.

A mamografia é fundamental a partir dos 40 anos. Quando diagnosticado logo no início, as chances de cura aumentam muito. O tratamento é baseado em muitos fatores incluindo o tipo e o estágio do mesmo. Vai desde a cirurgia (mastectomia) que é a retirada da mama ou parte dela, a terapia hormonal (terapia dirigida para ver a mutação genética), a quimioterapia (destruir as células cancerígenas), a lumpectomia (retirada do nódulo), a tumorectomia (extirpar a ramificação mamária) e a radioterapia (destruir os tecidos cancerígenos), entre outros.

O tratamento pode ser local ou sistêmico. Em alguns casos, há uma combinação de recursos e tratamentos. Após o tratamento, algumas mulheres continuam a tomar medicação por um tempo. Todas as mulheres continuarão a ter exames de sangue, mamografia e outros exames após o tratamento para monitorar o retorno do câncer ou outro tipo de câncer de mama em desenvolvimento. As mulheres que passaram por uma mastectomia podem ter a cirurgia reconstrutiva da mama .

Isto será feito, quer no momento da mastectomia ou mais tarde. Sobre a prevenção é importante salientar o seguinte: fazer o autoexame (palpação), comer alimentos saudáveis, manter o peso ideal. Os homens também podem ter câncer de mama. É mais raro, mas possível. Os sintomas são: nódulos na mama, dor e sensibilidade.

Prevenção é a palavra chave! Aproveite este mês do Outubro Rosa e esteja em dia com todos os exames preventivos para evitar surpresas desagradáveis lá na frente.

Deus abençoe

Por Frei Rinaldo, osm, 03 de Outubro de 2016 às 07h02.

http://www.a12.com/artigos/detalhes/prevencao-do-cancer-de-mama-outubro-rosa

Assinatura Frei Rinaldo ATUALIZADA colunista

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Papa no avião: acolher a todos como faria Jesus

Papa durante coletiva de imprensa no avião – AFP

03/10/2016 10:10
Cidade do Vaticano (RV) – “Obrigado como sempre pelo trabalho de vocês. Perguntem o que quiserem”, disse o Papa Francisco aos jornalistas que o acompanharam nos três dias de viagem ao Cáucaso, primeiro à Geórgia e depois ao Azerbaijão. Na coletiva de imprensa, a primeira tendo ao lado o novo Diretor da Sala de Imprensa, Georg Burke, o Pontífice comentou suas impressões sobre os dois países visitados, falou das próximas viagens, do Consistório e das eleições nos Estados Unidos. Eis os principais trechos.

Uma jornalista georgiana afirmou que os cidadãos da Geórgia ficaram muito impressionados pelos discursos de Francisco e de modo especial pela foto do Papa junto com o Patriarca que foi compartilha milhares de vezes nas redes sociais. A pergunta foi sobre uma futura colaboração com as Igrejas Ortodoxas em relação às diferenças doutrinas.

Papa Francisco:

Eu tive duas surpresas na Geórgia. Uma é a Geórgia. Eu nunca imaginei tanta cultura, tanta fé, tanta cristandade. Um povo crente, com uma cultura cristã muito antiga, um povo de muitos mártires. E eu descobri uma coisa que não conhecia: a amplidão desta fé georgiana. A segunda surpresa foi o Patriarca: é um homem de Deus, este homem me comoveu. As vezes que eu o encontrei saí com o coração emocionado, e com a sensação de ter encontrado um homem de Deus. Verdadeiramente, um homem de Deus. Sobre as coisas que nos unem e nos separam, eu diria: não vamos discutir as questões de doutrina, vamos deixá-las para os teólogos, eles sabem fazer isso melhor do que nós. Discutem e são bravos, são bons, têm boa vontade; os teólogos de uma parte e da outra. O que devemos fazer nós, o povo? Rezar uns pelos outros. Isso é muito importante: a oração. E segundo, fazer as coisas juntos: há os pobres, trabalhemos juntos com os pobres; há este problema, podemos resolvê-los juntos? Vamos fazer isso juntos; há os migrantes? Vamos trabalhar juntos… Vamos fazer as coisas de bem pelos outros, juntos. Isso podemos fazer. E este é o caminho do ecumenismo. Não só o caminho da doutrina: este é o último; se chegará ao fim. Mas vamos começar a caminhar juntos. E com boa vontade, isso pode ser feito, se deve fazer. Hoje o ecumenismo se deve fazer caminhando juntos, rezando uns pelos outros. E que os teólogos continuem conversando entre eles, estudando entre eles. Não só… Mas a Géorgia é maravilhosa, é algo que eu não esperava: uma Nação cristã, mas na medula…

Matrimônio e divórcio

Em relação ao matrimônio e divórcio, o Papa sublinhou que o matrimônio como imagem de Deus é a união entre homem e mulher. “A imagem de Deus não é o homem, mas o homem com a mulher que formam uma só carne quando se unem no casamento. Esta é a verdade”, sublinhou.

Segundo o pontífice, nesta cultura os conflitos e problemas não são bem administrados, como também as filosofias de hoje: faço isso, depois quando me canso faço aquilo, faço o terceiro e o quarto; é uma guerra mundial contra o matrimônio. “Devemos estar atentos a não deixar entrar em nós essas ideias. O matrimônio é imagem de Deus, homem e mulher numa só carne. Quando isso é destruído, se suja ou se desfigura a imagem de Deus. A Amoris laetitia fala sobre como tratar estes casos, como tratar as famílias feridas e aqui entra a misericórdia. O matrimônio ferido, os casais feridos: entra a misericórdia. O princípio é este, mas as fraquezas humanas e os pecados existem. Porém, a fraqueza e o pecado não têm a última palavra. A última palavra é a da misericórdia! Na Amoris laetitia se fala de matrimônio, do fundamento do matrimônio, como se preparar ao matrimônio, como educar os filhos, e no capítulo VIII, quando vêm os problemas, como se resolvem. Se resolvem com quatro critérios: acolher as famílias feridas, acompanhar, discernir cada caso e integrar, refazer. Isto significa colaborar nesta segunda fase, nesta recriação maravilhosa que o Senhor fez através da redenção. Existe o pecado, a ruptura, mas também a misericórdia, a redenção: a cura.”

Teoria de gênero

Sobre a teoria de gênero, definida pelo Papa Francisco como “grande inimiga, uma ameaça contra o matrimônio”, o pontífice disse que acompanhou em sua vida de sacerdote as pessoas com tendências e práticas homossexuais.

“Eu as acompanhei e aproximei do Senhor. Nunca abandonei ninguém. As pessoas devem ser acompanhadas como as acompanha Jesus. Quando uma pessoa tem essa condição e chega diante de Jesus, o Senhor não lhe dirá: Vai embora porque você é homossexual! Não! Eu me referi sobre a maldade que se faz hoje com a doutrinação da teoria de gênero. Uma coisa é a pessoa ter essa tendência, essa opção, e também quem muda de sexo. Outra coisa é ensinar nas escolas esta linha para mudar a mentalidade. Isso eu chamo de colonizações ideológicas”, disse o Papa.

O Santo Padre disse que no ano passado recebeu uma carta de um espanhol que contou a sua história de quando era menino e garoto. Era uma menina, uma garota e sofreu muito porque se sentia garoto, mas fisicamente era uma garota. Quando se tornou adulto foi operado, mudou sua identidade civil, se casou e trabalha no ministério.

“As tendências ou desequilíbrios hormonais causam muitos problemas e devemos estar atentos a não dizer: É tudo a mesma coisa! Mas acolher, acompanhar, estudar, discernir e integrar cada caso, sempre com a misericórdia de Deus.”

Consistório

O Papa Francisco falou ainda do próximo Consistório, para o qual foram propostas três datas, sendo uma delas o primeiro Domingo do Advento, e que decidirá voltando desta viagem ao Cáucaso. Sobre a escolha dos cardeais, o Pontífice disse que está estudando os nomes. “A lista é longa, mas há somente 13 lugares”, afirmou, acrescentando que lhe agrada a ideia de ver a universalidade da Igreja no Colégio cardinalício. “Não somente o centro – por assim dizer – ‘europeu’. Os cinco continentes, se possível.”

Viagem a Fátima

“Certamente, por enquanto, irei a Portugal, e irei somente a Fátima. Por enquanto. Por quê? Há um problema. Neste Ano Santo foram suspensas as visitas ad limina; ano que vem, devo fazer as visitas ad limina deste ano e do próximo. E há pouco tempo para as viagens. Mas a Portugal irei (o Pontífice mencionou a data de 13 de maio). À Índia e Bangladesh, quase certo. À África ainda não está certo o país, tudo depende seja do clima, em qual mês, porque se é no noroeste da África é um coisa, se é no sudoeste, é outra. E depende também da situação política e das guerras ali… Mas há possibilidades pensadas na África. Na América, disse que quando o processo de paz, se sair, gostaria de ir [à Colômbia], quando tudo estiver concluído…mas tudo dependo do que dirá o povo. O povo é soberano.”

Possível viagem à China

“Temos boas relações, se estuda e se fala, há comissões de trabalho… Eu sou otimista. O povo chinês tem a minha estima. Outro dia, por exemplo, houve um congresso de dois dias sobre a Laudato si’ na Academia das Ciências, e havia uma delegação chinesa do presidente. E o presidente chinês me enviou um presente… há boas relações… Eu gostaria [de ir à China], mas ainda não penso nisso…”

Beatificação de padre Hamel

Outra pergunta dos jornalistas foi sobre a beatificação de Pe. Hamel, degolado na França em julho. O Papa confirmou que o Card. Amato está analisando a questão, sem esperar os cinco anos exigidos para o início do processo.

Prêmio Nobel da Paz

Sobre a escolha do vencedor do Nobel da Paz, que será anunciado em 7 de outubro, Francisco pediu que se fala mais das vítimas inocentes das guerras e conflitos. “É um pecado contra Jesus Cristo, porque a carne dessas crianças, dessa gente doente, desses idosos indefesos é a carne de Cristo. Seria necessário que a humanidade dissesse algo pelas vítimas das guerras. Para aqueles que fazem a paz, Jesus disse que são bem-aventurados. Mas as vítimas das guerras, devemos dizer algo e tomar consciência, eh? Lançar uma bomba sobre um hospital de crianças e morrem 30, 40; sobre uma escola… esta é a tragédia dos nossos dias.”

Conselho para os eleitores estadunidenses

“Em campanha eleitoral, eu jamais digo uma palavra. O povo é soberano, somente digo: estude bem as propostas, reze e escolha em consciência! Agora saio do problema e vou para a ficção, porque não quero falar do problema concreto. Quando num país existem dois, três, quatro candidatos que não satisfazem a todos, significa que a vida política daquele país é demasiado politizada, mas não tem cultura política. E uma das tarefas da Igreja e do ensino nas faculdades é ensinar a ter cultura política. Existem países – penso na América Latina – que são demasiado politizados, mas não têm cultura política; sou deste partido, deste e daquele outro, mas afetivamente, sem um pensamento claro sobre as bases, as propostas.”

Conflito entre a Armênia e o Azerbaijão

Uma pergunta sobre o conflito entre a Armênia e o Azerbaijão: o que deve ocorrer para se chegar a uma paz permanente que tutele os direitos humanos? E qual o papel poderia ter o Santo Padre?

Papa Francisco:

Duas vezes, em dois discursos eu falei sobre isso. No último eu falei sobre o papel das religiões para ajudar nesta questão. Creio que o único caminho seja o do diálogo, o do diálogo sincero, sem nada sob a mesa, sincero, face a face. Uma negociação sincera. E se não se pode chegar a isso, ter então a coragem de ir a um Tribunal Internacional, ir a Haia, por exemplo, e submeter-se ao julgamento internacional. Não vejo outro caminho. O outro é a guerra, e a guerra destrói sempre, com a guerra se perde tudo! E também, os cristãos, com a oração, rezar pela paz para que esses corações tomem este caminho de diálogo, de negociações ou ir a um tribunal internacional. Mas não se podem ter problemas como esses: pensem que os três países caucásicos têm problemas. Também a Geórgia há um problema com a Rússia: não se conhece muito sobre isso… mas há um problema, que pode crescer… não se sabe; e a Armênia é um país sem fronteiras abertas, há problemas com o Azerbaijão. Deve-se ir ao tribunal internacional se não há diálogo e negociação: não há outro caminho. E a oração, oração pela paz.

Uma pergunta ainda sobre por que o Papa faz viagens a lugares onde se encontram pouquíssimos católicos?

Por que ir à periferia?

Papa Francisco:

Essa pergunta me fizeram após a minha primeira viagem, que foi à Albânia: Por que o Senhor escolheu ir à Albânia na sua primeira viagem à Europa? Um país que não é da União Europeia? Depois eu fui a Sarajevo, na Bósnia Herzegovina, que não faz parte da União Europeia. O primeiro país da União Europeia onde eu fui foi a Grécia, Ilha de Lesbos: o primeiro. Por que fazer viagens a estes países? São três países caucásicos: os três presidentes vieram ao Vaticano para me convidar. E com insistência. E todos os três tiveram um comportamento religioso diferente: os armênios são orgulhosos – e isso sem ofender hein?  – orgulhosos de sua “armenidade”… e têm uma história, e eles são cristãos, a grande maioria, mas, quase todos, cristãos apostólicos, cristãos católicos e um pouquinho de cristãos evangélicos: poucos. A Geórgia é um país cristão, totalmente cristão, mas ortodoxo. Os católicos são poucos. Ao invés, o Azerbaijão é um país, creio, 96-98% muçulmano: não sei quantos são os habitantes, porque eu disse dois milhões, mas creio que sejam vinte, não?… são cerca de 10. Sim, cerca de 10 milhões; os católicos são no máximo 600, poucos. E eu, por que vou ali? Pelos católicos, para ir à periferia de uma comunidade católica, que se encontra precisamente na periferia, e é muito pequena. E hoje na Missa eu disse que me fazia recordar a comunidade periférica de Jerusalém, fechada no Cenáculo, esperando o Espírito Santo, esperando poder crescer, sair… é pequena. Não é perseguida, não, porque no Azerbaijão há um grande respeito religioso, uma grande liberdade religiosa. Isso é verdade, eu disse isso no meu discurso hoje. E também esses três países são periféricos, como a Albânia, a Bósnia Herzegovina…E eu lhes disse: a realidade se entende melhor, e se vê melhor a partir das periferias do que do centro. E por isso escolho ir ali. Mas isso não tira a possibilidade de ir a um grande país como Portugal, França, não sei… vamos ver… (SP-BF-MJ)

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