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O Grupo dos Doze

Há na Igreja, ainda, muitas feridas que precisam ser tratadas com carinho e atenção. Deparamo-nos com “muitas igrejas” machucadas, excluídas, mal tratadas, abandonadas, exploradas, que precisam, mais do que nunca da nossa presença de Pão, de amizade, de família e de misericórdia. As nossas “periferias existenciais” [EG, 20] clamam pela nossa participação cristã e nossa presença amorosa em meio às suas condições de esquecimento e de falta de atenção.

Papa Francisco, ao encerrar o Ano Jubilar da Misericórdia afirma que “a misericórdia não se pode reduzir a um parêntese na vida da Igreja, mas constitui a sua própria existência, que torna visível e palpável a verdade profunda do Evangelho” [Misericordia et Misera, 1]. Não é a misericórdia uma atitude compreendida como um cumprir tabela ou obrigação causal. A misericórdia é uma atitude evangélica: está nas Bem-Aventuranças que todo discípulo de Cristo deve seguir; está nas atitudes de Jesus com o cobrador de impostos, com a mulher adúltera, com o samaritano à beira do caminho, com a mulher samaritana… A misericórdia é o Coração do Evangelho, é o Rosto misericordioso do Pai que reflete em nós seu amor.

Em síntese, dizemos que misericórdia não se trata de uma expressão que completa a moda, expressão que está num índice alto do Ibope, da mídia, da internet. Misericórdia é “o seu coração que se inclina, que se dobra a miséria do outro”.

Muito me incomoda a missão dos Doze discípulos, quando são convocados por Jesus a formar a primeira comunidade cristã, ou, como o evangelista Mateus nos coloca, “o núcleo da nova comunidade”. Diz o evangelista, que Jesus convida os discípulos com um propósito: “deu a eles poder para expulsar os espíritos maus, e para curar qualquer tipo de doença e enfermidade” [Mt 10,1]. Hoje, os Doze continuam sendo convidados pela Igreja de Cristo a curar toda doença que atinge nossas famílias, são enviados “primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel” [Mt 10,6]. O Ano da Misericórdia renovou o amor misericordioso do Pai na nossa Igreja. Redescobriu que o fato de sermos um “Povo Escolhido por Sua herança” [cf. 1Pd 2,9], significa que Deus sempre nos ama e, que nossa missão é revelar esse “seu amor que é eterno” [Sl 135] a todos.

Uma experiência marcante que posso descrever aqui é a experiência de uma comunidade paroquial pertencente à arquidiocese de BH: “a comunidade paroquial São Bernardo de Claraval, reunida em assembleia com o seu pároco, convocou, inspirados pela palavra do Evangelho, o Grupo dos Doze, mais tarde chamados de Missionários da Misericórdia. O chamado veio de Deus e, imediatamente, doze leigos se dispuseram a andar, a evangelizar, a ‘proclamar pelos telhados’ [Mt 10, 27b] a misericórdia de Deus. Um grupo bem instruído, preparado, uma verdadeira Pastoral do Evangelho que, a partir de uma missionariedade iluminada pelo Ano Jubilar da Misericórdia ‘curaram os doentes, ressuscitaram os mortos, purificaram os leprosos, expulsaram demônios. Receberam de graça, de graça deram’ [Mt 10, 8]”. Esses missionários reacenderam uma nova Igreja. Uma Nova Paróquia começa a renascer de uma estrutura doente, elitista, de poucos. Condenaram pastorais totalmente defasadas, catequistas e ministros desgastados, cansados, já sem o vigor pleno do evangelho. Agentes de pastorais que já perderam a motivação, a criatividade, a alegria de anunciar a Boa Nova de Cristo. Nossas igrejas adoeceram, nossas lideranças enfrentam hoje um câncer que atrofia as nossas pastorais e matam a fé de nossa gente. Falta o encontro pessoal com Jesus Cristo.

Enfrentamos uma forte crise do compromisso comunitário. Deparamo-nos com pessoas que buscam cargos de status que proporcionem a eles uma realização pessoal. A paróquia é comparada a um consultório psicológico onde seus problemas ocupam o primeiro lugar e, a evangelização do povo já não é mais o foco. Encontramos os famosos “agentes da vaidade pastoral”, onde buscam apenas a fama, o sucesso, a mídia, etc… Enfim, é preciso buscar no Coração do evangelho a conversão pessoal e que, “não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário!” [EG, 80], “não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização!” [EG, 83], “não deixemos que nos roubem a esperança!” [EG, 86], “não deixemos que nos roubem a comunidade!” [EG, 92], “não deixemos que nos roubem o Evangelho!” [EG, 97], “não deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno!” [EG, 101].

É urgente, tomar atitudes de “igrejas em saída”. Urgente é assumir nossa responsabilidade, nossa missão. “Existe um povo numeroso que nos pertence” [Atos 18,10b]. Urgente deve ser a nossa atitude, como Discípulo Missionário de Jesus Cristo, batizados em nome da Trindade Santa, assumir verdadeiramente o Evangelho e sair e anunciar.

“A missão é a partir de Jesus Cristo” [DGAE, 1]. E d’Ele sempre devemos partir. É Jesus nossa Luz maior. É Jesus o nosso líder. É Ele misericórdia.

Voltando à experiência da comunidade paroquial. Aqueles missionários enfrentaram a missão de bater de porta em porta percorrendo toda a extensão geográfica do lugar. Independentes do credo, da religião, da opção de vida, foram anunciar a Misericórdia do Pai a todos, pois Jesus veio para todos. Somos irmãos. Que o Grupo dos Doze de Jesus continue incomodando e motivando outros doze hoje em dia para que novos discípulos possam surgir e renovar nossas paróquias. “Ser Igreja significa ser povo de Deus, de acordo com o grande projeto de amor do Pai. Isto implica ser o fermento de Deus no meio da humanidade; quer dizer anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo, que muitas vezes se sente perdido, necessitado de ter respostas que encorajem, dêem esperança e novo vigor para o caminho. A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho” [EG, 114].

 

Dione Afonso  |  Belo Horizonte

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“A consolação da esperança cristã”, pede o Papa às vítimas do acidente aéreo

Time da Chapecoense antes da partida contra o San Lorenzo, no Estádio Arena Conda, em Chapecó – 24.11.2016 – AFP

29/11/2016 20:02
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco enviou uma mensagem de pesar ao Cardeal Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha, pelas vítimas da tragédia aérea na Colômbia na madrugada desta terça-feira.

Na mensagem – assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin – o Santo Padre, “consternado pela trágica notícia do acidente aéreo na Colômbia, que causou numerosas vítimas no Brasil”, pede a Dom Sérgio que transmita “suas condolências e sua participação na dor de todos os enlutados, ao mesmo tempo que encomenda a Deus Pai de Misericórdia os falecidos”.

Francisco pede “ao céu conforto e restabelecimento para os feridos, coragem e a consolação da esperança cristã para todos os atingidos pela tragédia e envia, a quantos estão em sofrimento e procuram remediá-lo, uma propiciadora Bênção Apostólica”.

Da mesma forma, o Pontífice enviou sua mensagem de pesar ao Bispo de Sonsón Rionegro, Colômbia, Dom Fidel León Cadavid Marín, território onde ocorreu a tragédia.

Na mensagem – assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin – o Santo Padre “eleva orações pelo eterno descanso dos falecidos”, ao mesmo tempo que pede a Dom Marín que transmita seu “sentido pesar aos familiares e a todos que choram tão sensível perda, junto com expressões de afeto, solidariedade e consolo aos feridos e afetados pelo trágico acontecimento”.

Por fim, o Papa Francisco pede ao Senhor “que derrame sobre todos eles os dons da serenidade espiritual e da esperança cristã” e concede de coração a Bênção Apostólica.

http://br.radiovaticana.va/news/2016/11/29/pesar_do_papa_pela_trag%C3%A9dia_a%C3%A9rea_na_col%C3%B4mbia/1275730

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Qual é o dia certo para montar a árvore de Natal?

Segundo o Padre Gustavo Haas, ex-assessor de liturgia da CNBB, a árvore de natal que simboliza a vida, deve ser montada no primeiro domingo do Advento, (em 2016 será dia 27 de novembro)que marca o começo deste tempo litúrgico. O ideal é montar a árvore e colocar os enfeites e adereços aos poucos, durante as quatro semanas do advento, pois para nós católicos, este gesto nos faz recordar que estamos num tempo de preparação, ou seja, preparando a nossa vida para o nascimento de Jesus.

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Leia também: O que a Árvore de Natal simboliza?

Uma interessante história de Natal

Símbolos do Natal

Ao ser entrevistado sobre o assunto, Pe. Haas , ainda afirmou que a preparação da árvore deve ser intensificada durante a última semana que antecede o Natal: “Até o Segundo Domingo do Tempo do Advento , tudo ainda é muito sóbrio, mesmo nas leituras feitas nas missas do advento. É só a partir do Terceiro Domingo do Tempo do Advento que a Bíblia começa a falar do nascimento de Jesus, e se inicia um momento de maior expectativa. Esse é o momento, portanto, de intensificar a decoração da árvore”.

A decoração natalina deve ser desmontada no Dia de Reis, em 6 de janeiro.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/natal/23.htm

Qual é o dia certo para montar a árvore de Natal?

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CNBB detalha Campanha para Evangelização

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Foto: Maurício Sant’Ana

A Campanha para Evangelização da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), começa no domingo 20 de novembro (Solenidade de Cristo Rei) e prossegue até 11 de dezembro (3º Domingo do Advento). O Portal A12 conversou com o secretário executivo da campanha, padre Nelson Rosselli Filho, que detalha significados.

Portal A12 – Qual é o principal objetivo da Campanha para a Evangelização?

Padre Nelson Rosselli Filho – O Manual de Animação de Campanhas, deixa bem claro, qual o principal objetivo da Campanha para a Evangelização; “A Campanha para a Evangelização tem como objetivos despertar os cristãos leigos e leigas para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades das pastorais da Igreja no Brasil. A Evangelização precisa contar com a generosidade de muitos que como as mulheres do Evangelho, ajudem com os bens que possuem e ofereçam a força do apoio fraterno que anima e renova.

A12 – Qual é o porquê do uso do termo Evangelijá?

Padre Nelson – Este é o lema de todos os anos. ‘Evangelijá’ nos convoca a uma evangelização “Já”, não podemos esperar, deixar para amanhã. A evangelização no atual momento em que vivemos é urgente.

A12 – O tema deste ano busca qual reflexão?

Padre Nelson – O tema escolhido para a Campanha para a Evangelização deste ano de 2016 é: Ele está no meio de nós”. O texto base, que se encontra no site da CNBB Nacional, nos motiva a tomarmos consciência de que “Jesus Cristo é o Emanuel, isto é o Deus Conosco. Isso significa que Deus se deu a conhecer através de Seu Filho. Ele está ao nosso alcance e é por nós conhecido, porque Ele mesmo armou a sua morada entre nós. É através da pessoa de Jesus, de suas palavras e atitudes que Deus vem ao nosso encontro. Deus permanecerá para sempre na história da humanidade como Aquele que está presente. Aquele que é próximo, providente, santo e misericordioso.

A12 – Quais os desafios atuais para a Evangelização?

Padre Nelson – O Papa Francisco na Evangelli Gaudium, nos aponta os principais desafios na evangelização. Por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia, Polônia, nos dá uma boa motivação para enfrentarmos os desafios atuais “É preciso deixar o comodismo dos sofás e calçarmos as sandálias”.

A12 – Para onde vão os recursos arrecadados da Campanha?

Padre Nelson – A colaboração dos fiéis precisa repercutir em toda a Igreja, e é por isso que o resultado do gesto concreto de cada um será partilhado, solidariamente, entre as Comissões Episcopais de Pastoral, organismos nacionais da CNBB, os seus 18 regionais e as arqui/dioceses, visando à execução das atividades evangelizadoras, programadas nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora. Em um futuro próximo, pretende-se que esta campanha seja um instrumento de uma globalização solidária, com a Igreja no Brasil partilhando seus recursos com outras igrejas mais necessitadas. A destinação da coleta é repartida da seguinte maneira: 45% para as dioceses; 20% para os regionais da CNBB e 35% para a CNBB Nacional.

A12 – Por quais motivos a campanha acontece no período do Advento?

Padre Nelson – Porque neste período a Igreja se prepara para a Celebração do Mistério da Encarnação. O Dinamismo evangelizador nasce da experiência que a comunidade de fé faz ao comtemplar, no Menino Jesus, o Emanuel, o Deus conosco.

A12 – Qual mensagem a campanha deseja passar ao Povo de Deus?

Padre Nelson – Que nossa Ação Evangelizadora se direcione especialmente aos que se encontram afastados, excluídos e até indiferentes ao Evangelho. Que nossas forças se canalizem para cuidar especialmente das periferias geográficas e existenciais que nos apelam para o anúncio e o testemunho do Evangelho (EG 14).

http://www.a12.com/noticias/detalhes/cnbb-detalha-campanha-para-evangelizacao

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Para o 50º Dia Mundial da Paz, Papa Francisco pede uma política sem violência

No dia 01 de Janeiro é celebrado o Dia Mundial da Paz, para a 50ª edição dessa celebração a mensagem do Papa Francisco traz o tema “A não violência: estilo de uma política para a Paz”.

Em sua mensagem o Santo Padre alerta para as consequências negativas da violência reforçando que a paz traz consequências sociais positivas.

:: 10 dicas para alcançar a paz interior em Deus

“… a paz tem consequências sociais positivas e permite um verdadeiro progresso. Devemos, portanto, agir nos espaços possíveis, negociando caminhos de paz, até mesmo onde tais caminhos parecem tortuosos ou impraticáveis”, lê-se na mensagem.

paz, pomba branca, mensagem de paz, misericórdia

Pedindo uma política da não violência o Papa observa que a paz não é só inspiração.

“… a “não violência” pode assumir um significado mais amplo e novo: não apenas uma mera aspiração, inspiração, rejeição moral da violência, das barreiras, dos impulsos destruidores, mas também um método político realista, aberto à esperança”.

:: Confira alguns discursos e homilias do Papa Francisco

Francisco destaca a preservação dos direitos e da dignidade;

“…é importante reconhecer, sempre mais, não o direito da força, mas a força do direito.”

“Se o direito e a igual dignidade de cada ser humano são salvaguardados sem discriminações e distinções, consequentemente, a “não violência”, entendida como método político, pode constituir um instrumento realista para superar os conflitos armados. Nesta perspectiva, é importante reconhecer, sempre mais, não o direito da força, mas a força do direito”.

Com esta Mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Santo Padre ainda indica um caminho à solução de conflitos através de negociação e não movimentos armados, além disso também pede o respeito pela cultura e a identidade dos povos e o combate ao tráfico de armas. Assim aponta a“não violência”, como estilo político, que pode e deve fazer muito mais para superar este flagelo.

O Dia Mundial da Paz teve início por desejo do Beato Papa Paulo VI e é celebrado todos os anos no dia 1° de Janeiro de cada novo ano. A Mensagem do Papa é enviada a todas as Chancelarias do mundo e serve de guia para as diretrizes diplomáticas da Santa Sé.

Redação A12, 14 de Novembro de 2016 às 06h23.

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Quem e como devo evangelizar?

Foi o próprio Jesus quem nos enviou em missão quando disse “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28, 19).

Mas…. quem devemos evangelizar? Como devemos evangelizar? O que é necessário para anunciarmos a Boa Nova da Salvação? 

Para nós que nos aventuramos na evangelização esse questionamento é algo constante. A Igreja durante muito tempo se preocupou com a evangelização/conversão dos pagãos, mas hoje, nossa preocupação é em especial com a evangelização dos batizados e que simplesmente sumiram da Igreja e/ou que se afastaram por alguma decepção ou algo do tipo.

Nesse vídeo eu faço uma reflexão sobre esses questionamentos e te apresento algumas respostas. Vale a pena conferir!

Deus abençoe!

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Fiéis brasileiros se preparam para fechamento da Porta Santa

Últimos dias para vivenciar o Jubileu do Ano da Misericórdia

Da redação

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Os católicos de todo o mundo vivenciam os últimos dias do Jubileu da Misericórdia, que será concluído pelo Papa Francisco no dia 20 de novembro, no Vaticano.

Aqui no Brasil, a Porta Santa, aberta em cada diocese, será fechada em datas diferentes. Nas principais arquidioceses será no dia 13 de novembro, em comunhão com o fechamento nas Basílicas papais de Roma: São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Fora dos Muros.

Veja data do fechamento da Porta santa em algumas dioceses:

Brasília

No dia 13 de novembro a Porta Santa será fechada na Catedral Metropolitana de Brasília, às 10h30, em Missa Solene presidida pelo Arcebispo local, Dom Sergio da Rocha.

No Santuário Menino Jesus de Praga, em Brazlândia, a Celebração de fechamento do Jubileu será no dia 20, às 10h.

Dom Sérgio será criado cardeal no dia 19 de novembro, na véspera da conclusão do Ano Santo no Vaticano.

São Paulo

No dia 13, será o encerramento do Ano da Misericórdia em todas as Regiões Episcopais da arquidiocese. O Cardeal Odilo Pedro Scherer preside a Missa do encerramento do Jubileu na Catedral da Sé às 15h.

Rio de Janeiro

O arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, irá fechar a Porta Santa na Catedral de São Sebastião no sábado, 12, às 8h.

Já no dia 13, o Jubileu da Misericórdia será encerrado no Corcovado (às 12h), na Paróquia Coração Eucarístico (às 19h), na Igreja da Divina Misericórdia (às 19h30), na Basílica Nossa Senhora da Penha (às 16h), e no Santuário de Schoenstatt (às 10h). Na paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz, o fechamento foi no último domingo, 6.

Belo Horizonte

O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, concluirá o Jubileu da Misericórdia na arquidiocese de Belo Horizonte no dia 20 de novembro. Ele presidirá a Santa Missa, às 15h, no canteiro de obras da Catedral Cristo Rei.

Também neste dia, a Porta Santa será fechada nos 11 santuários da arquidiocese, em horários diferenciados.

Salvador

A Porta da Misericórdia, localizada na Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, será fechada no dia 13, às 6h, com Missa presidida pelo arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

No Santuário de Sant’Anna Galvão o encerramento do Ano Santo foi no último domingo, 6.

Canção Nova

No Santuário do Pai das Misericórdias, na Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), o encerramento da Porta Santa será no dia 13, às 9h.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/brasil/fieis-brasileiros-se-preparam-para-fechamento-da-porta-santa/

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CEPJ oferece pós-graduação para assessores adultos de jovens

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Observando a necessidade de criar mecanismos para o aperfeiçoamento do trabalho de assessores adultos, a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com o Centro Universitário Salesiano (UniSal)oferece o curso de pós-graduação “Acompanhamento de Jovens e Adolescentes”. O curso é certificado pelo MEC e as inscrições estão abertas até o dia 15 de dezembro.

O curso – que tem como pré-requisito para participar do processo seletivo, conclusão do ensino superior – será ministrado à distância e presencial. Acontecerão dois encontros presenciaisentre 2 a 12 de janeiro de 2017 e 2 a 12 de janeiro de 2018 na unidade da UniSal PIO XI (SP).

De acordo com o assessor nacional da CEPJ, padre Antônio Ramos, o curso visa proporcionar uma formação sólida aos participantes, para que sejam capazes de analisar criticamente a realidade juvenil, propor e acompanhar a implantação de projetos de transformação dos aspectos negativos da mesma, criar um espaço de exposição e troca de experiências, desenvolver técnicas e laboratórios de acompanhamento, além de estabelecer parcerias e construir projetos práticos de ação em interface com a sociedade, as instituições de ensino, família e a Igreja.

O sacerdote explicou que a metodologia utilizada será dinâmica e plural, viabilizando os debates e trocas de experiências entre alunos e professores. “Esperamos de modo especial que esse método auxilie sobretudo as pessoas que trabalham com adolescentes e jovens, nas várias realidades do nosso país, seja na escola, universidade, paróquias, nas diversas expressões, e também os pais e mães de família que querem acompanhar melhor os filhos”, destaca.

Ele conta que a grade curricular contemplará as disciplinas de Dimensão Sociocultural da juventude; Dimensão Teológico-espiritual do Acompanhamento; Dimensão Psicológica do Acompanhamento; e Metodologia Científica.

O investimento da pós-graduação será R$ 1.404,00 pelo módulo em janeiro, ou parcelamento em três vezes desse valor.

Faça a inscrição aqui.

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Por Maria Amélia, dos Jovens Conectados

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A convergência da Igreja para o mundo digital e a correta utilização das redes sociais é tema do 21º Encontro Estadual da Pascom do Regional Sul 1

img_004O Diretório de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – aponta quatro eixos sobre os quais a Pastoral da Comunicação deve se estruturar para conquistar bons resultados: formação, articulação, produção e espiritualidade. Dois destes eixos foram utilizados durante os três dias em que 92 pessoas, entre agentes e coordenadores da Pastoral da Comunicação – Pascom – se reuniram na Chácara São José em Sorocaba (SP) para o 21º Encontro Estadual da Pastoral da Comunicação do Regional Sul 1 da CNBB.

Além dos leigos e sacerdotes ligados à Pastoral da Comunicação também participaram do encontro Dom Devair Araújo da Fonseca, Vigário Episcopal da Arquidiocese de São Paulo e membro da Comissão Nacional de Comunicação da CNBB e Dom Eduardo Benes, Arcebispo Metropolitano de Sorocaba (SP) e Dom Vilson Dias de Oliveira, DC, Bispo Diocesano de Limeira e Referencial da Pastoral da Comunicação no Regional Sul 1.

O primeiro eixo trabalhado foi a formação tendo como tema “Igreja e Mídias Digitais”. As palestras foram conduzidas pelo professor Lindolfo Alexandre de Souza, graduado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em Comunicação Social pela Universidade São Francisco, graduado em Ciências Religiosas também pela PUC-Campinas e mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo.

Para dinamizar as apresentações o professor Lindolfo dividiu a palestra em três tópicos: Um olhar pela comunicação eclesial; Cibercultura; Capítulo VII do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil – que aborda a questão da Igreja e das Mídias Digitais.

Segundo o professor o Documento da CNBB diz que “temos a responsabilidade e o compromisso de fazer presença no mundo digital e valorizar a cultura do mundo digital que nos leva a uma possibilidade de evangelização porque é preciso dialogar com o indivíduo que está no mundo digital e se fazer presente enquanto Igreja”.

O segundo eixo trabalhado no encontro foi a articulação. Segundo o Padre Marcos Vinicius Clementino, Coordenador Estadual da Pascom no Regional SP 1, pela primeira vez, em muitos anos, todas as oito sub-regiões do estado de São Paulo estão com suas representações completas. “Neste curto período que estou à frente da coordenação estadual conseguimos que todas as sub-regiões tivessem seus coordenadores, mas nem todos puderam participar deste encontro, mas acreditamos que para o próximo ano, teremos um número maior de agentes vindos de todo o estado de São Paulo”, ponderou o sacerdote.

Um aspecto que chamou a atenção foi a participação de um grupo de jovens com idades entre 13 e 16 anos da Pascom da Paróquia Santa Cruz do município de Santa Cruz das Palmeiras, pertencente a Diocese de São João da Boa Vista. “O que me chamou a atenção foi vê-los o tempo todo sentados durante toda a apresentação procurando beber da fonte e isso é surpreendente porque acreditamos que é isso que está faltando, não é que os jovens devam se afastar das redes sociais e das mídias digitais, mas devem estar presentes e saber usa-las e eu acredito que é uma nova época e nós temos de propor isso a outros tantos jovens”, explica Padre Marcos.

Dom Vilson ministrou a palestra de abertura falando sobre a importância que a Pastoral da Comunicação tem nas paróquias e dioceses. Segundo ele é necessário que se faça sempre um trabalho de capacitação dos agentes da Pascom para que a ação pastoral alcance seus objetivos de forma eficiente. “O que tivemos aqui nesses dias de formação foi uma grande troca de experiências e adquirimos novos conhecimentos sobre as maneiras de evangelizar através das redes sociais e das mídias digitais. Devemos aprender a descobrir Jesus no rosto do próximo, precisamos ir ao encontro de todas as pessoas que estão afastadas de Deus e da comunidade e com as ferramentas digitais que temos hoje em dia, fica mais fácil alcançar esses objetivos”.

O 22º Encontro Estadual da Pascom já tem data e local marcados. Será na cidade de Agudos (SP) entre os dias 17 e 19 de novembro de 2017.

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Subindo ao monte para rezar – Clero do Rio de Janeiro

Cardeal Orani João Cardeal Tempesta – Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Inicia-se, nesta segunda-feira, dia 07 de novembro, mais uma turma do Retiro Anual do Clero da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. A sua clausura será no próximo dia 11 de novembro, sexta-feira. Estarei unido a este grupo de sacerdotes junto de nosso bispo auxiliar Dom Luiz Henrique da Silva Brito, para subir com o Senhor, Sumo e Eterno Sacerdote, o monte do Sumaré, no Centro de Estudos Superiores, para me retirar do cotidiano da ação pastoral e, buscando o rosto de Deus, ouvir as sábias indicações do pregador, Sua Excelência Reverendíssima Dom João Bosco Óliver de Faria, Arcebispo Emérito de Diamantina, MG.Jesus, antes de momentos importantes de sua missão messiânica, se retirava para rezar. Pensemos na oração por ocasião de seu batismo no rio Jordão, nos 40 dias no deserto. A oração, antes de convocar os apóstolos, antes de ensinar os apóstolos a rezarem, antes de sua Paixão no Monte das Oliveiras. Retirava-se também do meio das “multidões” e dos discípulos para pôr-se em oração, para cultivar o colóquio com o Pai, para estar com o Pai.

Dom João Bosco Óliver de Faria certa vez declarou que: “A voz de Deus se ouve com o coração e não com a inteligência”. Essa será a motivação de nosso retiro. O pregador continuou, dizendo que: “Além daquilo que é seu específico de ser presbítero: a presença de Cristo no meio de nossos irmãos e dos sacramentos que são celebrados pelas suas mãos, eu vejo o padre hoje como o homem da esperança. Quando eu era padre novo, pensava no padre como homem da União, que reúne as pessoas ao redor de Cristo. O homem da Comunhão e, sobretudo, da Esperança. Que com sua alegria, íntima e pessoal, transmite a esperança às pessoas e ao mundo, sobretudo à nossa juventude.  Deus não falta a nós, seus filhos; Ele nos quer todos alegres e felizes e, portanto, quando as coisas humanas parecerem que estão se desmontando, a nossa esperança deve estar fixa em Deus. O padre deve ser, sobretudo, o homem da esperança”.

Por isso, ao se dirigir aos sacerdotes, Dom João Bosco traçou o perfil do padre como outro Cristo: “Ser sacerdote é seguir os passos de Jesus Cristo. Que nós não tenhamos medo de nos imolarmos com Cristo pelo bem do povo, ajudando cada um a ser feliz na missão que recebeu de Deus. O padre é um homem que se doa total e inteiramente a serviço da Igreja e ao serviço dos irmãos. Isto significa esta disponibilidade para a imolação: abrir mão de seu tempo, abrir mão de suas preferências pessoais para estar de forma total a serviço de seu povo”.

Muitos perguntam por que o clero deve fazer retiro. Primeiro porque é uma necessidade da vida cristã e muito mais presbiteral; depois, é também uma determinação canônica que durante uma semana do ano, o presbítero, junto de seu Bispo Diocesano, retira-se do cotidiano da ação evangelizadora para revigorar as suas energias, procurando ouvir mais detidamente a voz de Deus e da Santa Igreja. O retiro do clero é um momento importante, quando os presbíteros da Diocese se afastam das atividades pastorais para se dedicarem a uma semana de intimidade com Deus através das várias atividades religiosas: santa missa diária, oração da liturgia das horas, santo terço, adoração ao Santíssimo Sacramento, Via Sacra com o Lucernário e, também, os sacerdotes terão a oportunidade de se confessarem mutuamente.

O retiro é um momento de intimidade com Deus, libertando-se de todas as amarras de um mundo egoísta, em que quer sufocar a sociedade hodierna, para viver mais intensamente o amor a Deus e ao próximo. O ermo, o silêncio, a solidão, o sair do ambiente cotidiano e subir o Monte com Cristo, longe de todas as agitações do dia-a-dia, das ocupações torna o coração mais livre para ouvir a Palavra de Deus, o Verbo de Deus, Jesus Cristo. No silêncio e no recolhimento o retirante vai entrar na contemplação dos mistérios de Deus, de Jesus Cristo, da Mãe Igreja, revisando a sua vocação, o seu ministério, a sua adesão integral a Cristo e à Igreja.

Convido todos os meus arquidiocesanos a acompanharem nesta semana e na próxima os retiros do clero da arquidiocese. Já foram três turmas. Agora serão mais duas nestas semanas. Sei que dentro das muitas atividades, os irmãos e as irmãs não têm condições de abandonar as suas ocupações para um retiro como o do clero. Mas faço o convite para que nestas semanas tiremos uma hora de nosso dia, de recolhimento diante do Santíssimo Sacramento ou mesmo no silêncio de nossos quartos, para rezar pela nossa Arquidiocese e pela cidade e Estado do Rio de Janeiro. Neste momento de grave crise social, ética e econômica devemos redobrar nossas orações em favor daqueles que são mais penalizados com as medidas de arrocho que estão sendo anunciadas. Ao manifestar minha proximidade com todos os que passam por dificuldades ou privados da liberdade nos cárceres, aqueles que estão nos hospitais, casas de saúde e casas para as pessoas de terceira idade, recebam a minha proximidade espiritual e minha solidariedade.

Rezarei pela Arquidiocese e pelo Rio de Janeiro. Espero poder contar com as orações de todos os nossos arquidiocesanos. Ao final do retiro, gostaria de dizer a Dom João Bosco as significativas palavras que o Papa Francisco dirigiu ao pregador do Retiro da Cúria Romana, em 2016: “Nós, agora, voltamos para casa com a boa semente: a da Palavra de Deus! É uma boa semente – O Senhor enviará a chuva e esta semente crescerá – Ela crescerá e produzirá frutos. Agradeçamos ao Senhor por esta semente e pela chuva. Mas quero agradecer também pelo semeador, que soube semear a semente”.

Que nestas semanas de retiro espiritual, todos possamos tirar um momento para subir o Monte, que é o Cristo Redentor. Rezemos!