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Carta Pastoral – Ano Mariano Nacional 2016-2017

 Viva a Mãe de Deus e nossa!

Carta pastoral à Arquidiocese de São Paulo por ocasião do Ano Mariano Nacional 2016-2017 – por Dom Odilo Pedro Scherer , Arcebispo Metropolitano de São Paulo

 

Aos Excelentíssimos irmãos Bispos Auxiliares
Aos Sacerdotes e Diáconos, Religiosos/as e Leigos/as
Às estimadas famílias e todas as pessoas da arquidiocese de São Paulo​

Caríssimos/as::

Em 2017, comemoram-se os 300 anos do encontro da imagem sagrada de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul. Durante esses 3 séculos, a “Senhora Aparecida” foi proclamada “Rainha e Padroeira do Brasil” e tornou-se muito querida de tantos brasileiros, que para ela se voltam com sincera devoção e carinho filial.

Também em 2017, transcorre o centenário das aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos, em Fátima. Em São Paulo e no Brasil inteiro há grande devoção a Nossa Senhora de Fátima e, sobretudo em maio, são previstas grandes comemorações em Fátima, mas também entre nós.

Para a arquidiocese de São Paulo, há um motivo especial para comemorarmos bem o tricentenário de Aparecida: temos uma relação histórica muito próxima com Nossa Senhora Aparecida. De fato, desde quando a diocese de São Paulo foi criada, em 1745, até a criação da arquidiocese de Aparecida, em 1958, o Santuário de Aparecida ficou pertencendo à diocese/arquidiocese de São Paulo. Durante mais de dois séculos, a diocese/arquidiocese de São Paulo ficou encarregada de zelar pelo Santuário e pela devoção a Nossa Senhora Aparecida.

Também a basílica “nova” foi desejada e iniciada, na década de 1950, pelo arcebispo de São Paulo, o cardeal Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta e ele mesmo, em 1964, acabou se tornando o primeiro arcebispo de Aparecida. Teve a alegria de ver a basílica dedicada a Deus e à honra da Virgem Maria pelo Papa São João Paulo II.

Por iniciativa especial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB), estamos comemorando o Ano Mariano Nacional, de 12 de outubro de 2016 a 12 de outubro de 2017. É uma ocasião especial para o aprofundamento da nossa fé e da nossa relação filial e eclesial com Maria, “Mãe de Deus e nossa”. Em vista disso, resolvi escrever esta carta à arquidiocese de São Paulo, para que sirva de motivação e orientação para a vivência e as práticas deste Ano Mariano Nacional.

http://arquisp.org.br/carta-pastoral-ano-mariano-nacional-2016-2017

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Trabalho em equipe: Não ao individualismo!

 

Você pode ser um gênio, esforçado, otimista, sonhador, alto astral, “filantropo”, e isso num trabalho em equipe conta muito, pois, você se torna uma liderança segura e cativante. O problema é quando isso vem com arrogância, egoísmo, autoritarismo, autorreferência, “complexo de workaholic” – ou seja, ativismo doentio e vazio de espiritualidade pessoal.

Sua liderança certamente se encaixa no modelo centralizador e potencialmente imprevisível. Um líder com aversão a ordens que levam em conta o respeito a existência de outros. Óbvio! Quem muito sabe, pouco credita em terceiros: tudo faz sozinho e, até mesmo inventa uma equipe com grandes nomes só para dizer que “foi a equipe que trabalhou junto”.

O Homem de Ferro é um ótimo reflexo disso: não se subestime. Tony Stark é um ótimo exemplo de otimismo, de nunca desanimar. Até mesmo em suas criações, como o modelo tecnológico “jarvis” que, mesmo sendo o mais completo e avançado do mundo, ele Stark sempre encontrava o que aperfeiçoar. Mas sempre sozinho, como ele mesmo diz: “eu sou avançado demais para trabalhar em equipe. Sou volátil, arrogante e apresento certa aversões a regras”.

 

Eis o time dos Vingadores! Uma organização que reuniu heróis de várias personalidades. E que deveriam trabalhar em equipe. Pois é, mesmo com toda a armadura de ferro, com o martelo mais poderoso do mundo, com o homem mais forte e com poderes até de regeneração, não foram capazes de unir as ideias de cada um.

O Homem de Ferro tinha a melhor armadura do mundo e a melhor popularidade, mas, sua armadura era impenetrável às ideias diferentes! Isso, no dia a dia e no trabalho pastoral, faz tudo virar uma montanha-russa, incontrolável. A torre stark era o centro de Manhattan, a mais poderosa economicamente. Porém, brilho demais ofusca os condomínios vizinhos. Quem muito brilha, pouco ilumina!

Tony Stark, [o Homem de Ferro] não tem facilidades em confiar, dar credibilidade, ser flexível, paciente, transparente, humilde e acolhedor. Para um “playboy”, isso fere seus princípios auto controladores da armadura de ferro!

Cuidado! Muito cuidado! Às vezes você pode estar sendo um Tony Stark, e sua armadura de ferro impede que os outros se aproximem de você. Brilho forte demais assusta quem está do seu lado e fica com certo medo de aproximar-se de você. Sem aproximação, não nasce relacionamentos. Sem relacionar-se com os outros, você planta o individualismo onde você vive, trabalha e estuda. O individualismo começa dentro de você.

Isso vale para seu local de trabalho, dentro de sua casa, e em qualquer atividade que se faça em comunidade.

Será que não serviria também para sua vida pastoral?

 

Por:  Frt. Dione Afonso, SDN  |  dafonsohp@outlook.com

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O próximo Sínodo e a Igreja diante do “enigma digital”

Postado em 7 de fevereiro de 2017

“Os processos digitais e as práticas sociais em rede se explicitam como um verdadeiro ‘enigma digital’ para a Igreja, cuja hierarquia, no documento preparatório para o próximo Sínodo, se autoafirma como parte de uma ‘geração precedente’ em relação às ‘jovens gerações’. Por isso, muitas vezes, parece não compreender os meandros e os movimentos das redes, que se manifestam como constitutivas do ‘ser jovem’ hoje.”

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“Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”: esse será o tema da próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos convocada pelo Papa Francisco para outubro de 2018. Para colocar a Igreja “a caminho”, o pontífice convocou os próprios jovens para falarem sobre o seu “desejo de mudança”. Foi a eles que Francisco enviou uma carta no último dia 13 de janeiro, apresentando o documento preparatório do Sínodo: “Eu quis que vocês estivessem no centro da atenção, porque eu os trago no coração. […] A Igreja também deseja se colocar à escuta da voz de vocês […]. Façam ouvir o seu grito, deixem-no ressoar nas comunidades e façam-no chegar aos pastores”. E não se trata apenas de “palavras bonitas”. Há também uma novidade no caminho preparatório deste Sínodo: o lançamento de um site na internet voltado especificamente aos jovens, com um questionário sobre as suas expectativas e a sua vida. Todo o material coletado, depois, irá ajudar na redação do documento de trabalho do Sínodo, o chamado Instrumentum laboris, que será o ponto de referência para o debate dos Padres sinodais.

Esse gesto ressalta a importância que Francisco atribui ao papel dos jovens na vida da Igreja (seja pela escolha da temática, seja por querer lhes dar a palavra de modo especial), mas também o reconhecimento de que as “modalidades mais eficazes hoje para anunciar a Boa Notícia”, como afirma o documento, não podem deixar de envolver as práticas sociais que vêm se desenvolvendo no ambiente digital, especialmente entre os jovens. Se os próprios jovens entendem o mundo e entendem a si mesmos a partir da relação com a internet e as redes, como entendê-los senão a partir dessa relação?

O documento preparatório do Sínodo tenta fazer isso ao abordar a “pastoral juvenil vocacional” articulando-a com algumas questões comunicacionais contemporâneas, que merecem ser aprofundadas. Como o texto tem outros objetivos, a comunicação aparece “às pinceladas”, como indicações sintéticas para o debate futuro. Por isso, quero aqui problematizar aqueles aspectos do documento que abordam a relação entre a juventude, os processos digitais e as práticas sociais em rede, que se explicitam como um verdadeiro “enigma digital” para a Igreja, cuja hierarquia, no documento, se autoafirma como parte de uma “geração precedente” em relação às “jovens gerações”. Por isso, muitas vezes, parece não compreender os meandros e os movimentos das redes, que se manifestam como constitutivas do “ser jovem” hoje.

Consulta online: esforço para ouvir o “sensus fidelium digitalis”?

O Sínodo de 2018 irá manter a inovação dos sínodos anteriores convocados por Francisco, isto é, a consulta de todo o Povo de Deus mediante um questionário específico sobre a temática em questão. Ao buscar “Interpretar” a situação da “pastoral juvenil vocacional”, uma das perguntas é esta: “De que modo vocês avaliam a mudança cultural determinada pelo desenvolvimento do mundo digital?”.

Reconhece-se que há uma “mudança cultural” que diz respeito à Igreja, em relação ao “desenvolvimento do mundo digital”. Tal mudança, talvez, não seja necessariamente determinada pela digitalização, pois isso significaria cair em um determinismo tecnológico que ignora diversos outros fatores em jogo. Contudo, é uma tentativa de a Igreja compreender o que está acontecendo – principalmente com ela mesma – em um cenário cultural em que se observa que “entre a linguagem da Igreja e a dos jovens se abre um espaço difícil de preencher”, como afirma o documento. O desafio eclesial contemporâneo, portanto, é compreender o ambiente digital sem dicotomias nem apriorismos, mas, precisamente, analisando as “mudanças” ocorridas, para ver o que permaneceu e o que se transformou nas juventudes deste início de século.

Mas a grande novidade do documento se encontra na informação de que “está prevista uma consulta de todos os jovens através de um site da internet, com um questionário sobre as suas expectativas e a sua vida”. O documento preparatório deixa claro que “as respostas aos dois questionários constituirão a base para a redação” do Instrumentum laboris.

Trata-se de uma novidade ainda a ser conhecida, sem data prevista de lançamento. Na coletiva de imprensa de apresentação do documento preparatório, o Mons. Fabio Fabene, subsecretário do Sínodo dos Bispos, disse que, por meio do site, os jovens também poderão acompanhar as várias fases de preparação do Sínodo, os discursos do papa sobre os jovens e ainda compartilhar reflexões e experiências sobre o tema sinodal. Portanto, parece que, desta vez, o processo de construção do Sínodo também se “digitaliza”, e não apenas seus conteúdos.

Isso aponta para um certo reconhecimento eclesiástico dos novos modos de construção da “opinião pública” na Igreja, isto é, das novas condições de dizer e de fazer a fé cristã. Hoje, os dispositivos digitais oferecem meios para que especialmente os jovens se apropriem do universo religioso e constituam uma “ekklesia online”, nos mais diversos sites, redes, aplicativos etc., não apenas para ter contato com a “opinião pública” na Igreja, mas também para “publicar uma opinião” sobre a Igreja.

Cabe aos Padres sinodais, então, perceber também o ambiente digital como um lócus pastoral e teológico de escuta ao sensus fidelium, “voz viva do povo de Deus”, cujas “reações […] devem ser consideradas com maior seriedade”, como afirma um recente documento da Comissão Teológica Internacional (O sensus fidei na vida da Igreja”, 2014). Nas expressões da fé em rede, no “sensus fidelium digitalis”, em suas luzes e sombras, em meio a suas banalidades e extremismos, riquezas e pobrezas, o Magistério e a teologia também são chamados a “descobrir as ressonâncias profundas da palavra de Deus” (ibid.).

Talvez, por isso, muito mais enriquecedor do que uma consulta online realizada em um ambiente “controlado” como um site criado especificamente pela Santa Sé poderia ser uma observação e interpretação daquilo que os próprios jovens “debatem” em rede sobre a fé cristã, nas mais diversas plataformas. É lá que os jovens falam, e muito, sobre a própria vida, até mesmo sem a necessidade de serem questionados (e, às vezes, fazem-no justamente por isso, como único ambiente em que são ouvidos, mesmo que apenas pelos seus pares, sobre os seus dilemas). Tal empreendimento não seria nada fácil, mas daria uma ideia mais encarnada de como o catolicismo “explode”, hoje, em uma multiplicidade de expressões locais. Muitas vezes juvenis, minoritárias e subculturais, tais expressões geralmente não chegam aos “ouvidos” da cúpula eclesiástica, embora, em rede, circulem publicamente, indo ao encontro de uma catolicidade mais autônoma e relacional, e menos heterônoma e institucional.

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Imagem retirada da web.

“Mundo virtual”, “new media”, “geração hiper(conectada)”: a Igreja diante do “enigma digital”

Ao longo do documento, despontam algumas questões comunicacionais, concentradas, especialmente, em dois parágrafos. No primeiro capítulo, no entretítulo “As novas gerações”, consta-se uma seção intitulada “Rumo a uma geração hiper(conectada)” (com esse pequeno deslize de digitação na versão em português, que coloca os parênteses no segundo termo [“conectada”], em vez do primeiro [“hiper”]). Esse trecho afirma:

“Hoje as jovens gerações são caracterizadas pela relação com as modernas tecnologias da comunicação e com aquilo que normalmente é chamado o «mundo virtual», mas que também tem efeitos muito reais. Ele oferece possibilidades de acesso a uma série de oportunidades que as gerações precedentes não tinham, e ao mesmo tempo apresenta riscos. No entanto, é de grande importância que se preste atenção ao modo como a experiência de relações tecnologicamente mediadas estrutura o conceito do mundo, da realidade e das relações interpessoais, e é com isto que é chamada a medir-se a ação pastoral, que tem necessidade de desenvolver uma cultura adequada.”

Já o capítulo 3 aborda “A ação pastoral”, refletindo sobre o desafio do cuidado pastoral e do discernimento vocacional a partir de três tópicos: os seus “sujeitos”, os seus “lugares” e os “instrumentos” à disposição. Em relação aos “lugares” para tal pastoral, o texto inova a reflexão eclesial e apresenta considerações sobre “O mundo digital”. E diz:

“Pelos motivos já recordados, merece uma menção particular o mundo dos new media, que sobretudo para as jovens gerações se tornou verdadeiramente um lugar de vida; oferece muitas oportunidades inéditas, sobretudo no que diz respeito ao acesso à informação e à construção de vínculos à distância, mas apresenta também riscos (por exemplo, o cyberbullying, o jogo de azar, a pornografia, as insídias das salas de chat, a manipulação ideológica, etc.). Não obstante as numerosas diferenças entre as várias regiões, a comunidade cristã ainda deve construir a sua presença neste novo areópago, onde os jovens certamente têm algo para lhe ensinar.”

São vários os aspectos que mereceriam uma reflexão atenta e aprofundada desses dois parágrafos, mas, por razões de espaço, vou me deter em algumas questões transversais a eles, que mais apresentam desafios para a pastoral hoje.

Nos dois parágrafos, a preocupação central é convocar a Igreja a repensar a sua “ação pastoral” diante das mudanças no campo da comunicação, o que envolve a “necessidade de desenvolver uma cultura adequada” e de “construir uma presença”. Sem dúvida, nas últimas décadas, o mundo experimentou uma “explosão” tecnológica mais ampla e mais rápida, que o levou à transição de uma “era dos meios de massa” para uma “era da massa de meios” (R. C. Alves). Hoje, experimentam-se uma aceleração e uma diversificação dos modos pelos quais as culturas interagem com outras culturas, e as sociedades interagem com outras sociedades (J. L. Braga).

A relação “jovens x redes digitais” também teve recentes repercussões sociopolíticas, como as diversas Primaveras Árabes, ou movimentos como o Occupy Wall Street, nos Estados Unidos, ou os Indignados, na Espanha, ou mesmo as manifestações de 2013 no Brasil, com a emergência de coletivos como Mídia Ninja e Jornalistas Livres, em que redes e ruas se conectam de maneiras emergentes, “passando da conexão ao encontro, e do encontro à ação” (J. Martín-Barbero).  Emerge, assim, um novo ambiente antropológico, social e cultural, um “bios midiático” (P. G. Gomes), uma ambiência comunicacional crescentemente complexa, que o documento chama apropriadamente de “lugar de vida” (não apenas para as “jovens gerações”, mas também para grande parte das pessoas e também dos campos sociais).

Por isso, o desafio eclesial não é o de meramente “usar” instrumentos tecnológicos “modernos”, como os “new media” mencionados pelo documento (postura tecnicista), nem de elaborar “boas mensagens” eficazes a serem ouvidas e debatidas “neste novo areópago” (postura informacionalista), nem ainda de apenas avaliar ou sopesar as “oportunidades” ou os “efeitos” de sua comunicação (postura funcionalista). Trata-se de algo muito mais complexo, no sentido de promover uma inculturação digital, reconhecendo que não há “a Igreja” e a “cultura digital” em polos opostos, como coisas separadas e divisíveis, mas sim relações emergentes na complexidade das redes. E, no caldo dessa cultura, a Igreja também é chamada a acolher as “formas e valores positivos que podem enriquecer o modo como o Evangelho é pregado, compreendido e vivido” (EG 116).

O documento preparatório, contudo, permanece principalmente numa leitura instrumentalista e moralista dos processos comunicacionais. Embora reconhecendo que as “jovens gerações” mantêm uma “relação” com as tecnologias, a ênfase está toda no polo tecnológico, já que se trata de “relações tecnologicamente mediadas”. Falta refletir sobre a complexidade dessa relação, que não é “determinada” pela tecnologia, e cuja mediação se dá numa rede de outras mediações (sociais, culturais, simbólicas etc.). Se o desafio pastoral fosse de ordem tecnológica, a solução deveria ser buscada na própria tecnologia. E aqui também a Igreja pode cair no risco de uma leitura comunicacional marcada pelo “paradigma tecnocrático” denunciado pela Laudato si’ (101ss). Ou seja, a técnica acaba assumindo um “poder globalizante e massificador” (LS 108) sobre a interpretação dos processos comunicacionais, e imagina-se que ela também seria a única solução de problemas que, na verdade, são de outra ordem. A técnica, especialmente quando se transforma em tentação pastoral, ignora “o mistério das múltiplas relações que existem entre as coisas e, por isso, às vezes resolve um problema criando outros” (LS 20).

Por outro lado, fica escanteada, no documento, uma reflexão mais atenta às processualidades da comunicação contemporânea, optando por apontar para seus “efeitos”, “oportunidades” e “riscos” de fundo moral. Isso não significa que estes não existam, mas são secundários, se a tentativa é de entender a relação entre as “jovens gerações” e as “modernas tecnologias da comunicação” (aliás, “jovens” e “modernas” em relação ao quê e a quem?). Mais do que isso, seria muito mais enriquecedor para a reflexão pastoral se a leitura se voltasse não a jusante, mas a montante: isto é, não é apenas a tecnologia que “caracteriza” as “jovens gerações” ou que media suas relações, mas também e principalmente as “jovens gerações” que vão aprimorando as tecnologias ou até mesmo inspirando o seu desenvolvimento. Isso se dá mediante os usos e apropriações ativos e criativos de tais tecnologias por parte dos jovens em suas interações, que, aliás, são constantemente acompanhados e pesquisados pelas empresas de inovação tecnológica, justamente para entender seus interesses, desejos e necessidades, o que aponta para relações muito mais complexas entre o social, o tecnológico e o cultural.

Além disso, falar de “mundo virtual” (ou mesmo “mundo dos new media”) é permanecer numa concepção ultrapassada não apenas em relação à reflexão acadêmica sobre o ambiente digital, mas inclusive em termos de senso comum. Às vezes, parece que o documento ainda se situa no imaginário tecnológico da saga Matrix, ou, para ficar no âmbito eclesial, é como se a reflexão eclesial estivesse estagnada desde o documento Igreja e internet de 2002 (o que não é verdade; basta ver algumas recentes mensagens para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de Bento XVI e de Francisco, que avançam muito no debate).

O próprio erro no entretítulo do documento em português – “geração hiper(conectada)” – é sintomático, nesse sentido, pois revela uma Igreja que olha para a geração atual e vê apenas os seus aspectos “hiper”, quase sempre negativamente, e que coloca entre parênteses o verdadeiro “sinal dos tempos”, que são as novas formas de conectividade. Esse é um erro (presente no texto e na práxis eclesial) que prejudica toda possibilidade de leitura (do próprio texto e principalmente do “mundo de hoje” onde os jovens vivem).

Basta conversar com qualquer jovem sobre a comunicação hoje para se dar conta de que dificilmente a expressão “mundo virtual” ou “mundo dos new media” virá à tona (muito menos, aliás, “salas de chat”…). Para as “jovens gerações”, as relações entre o off e o online são muito mais entrelaçadas, e qualquer fronteira se torna muito mais sutil do que se imagina. No fundo, falar em “virtual” mais atrapalha do que ajuda na compreensão das complexidades do digital. Se abordarmos a internet meramente como “virtualidade”, podemos correr o risco de abstrair toda a sua realidade, toda a sua materialidade, todas as suas marcas de socialidade, a sua própria contextualidade, que é sinal da humanidade nela presente. O risco é de minimizá-la como um fruto puramente da “imaginação”, irreal e imaterial, e não perceber nela um novo ambiente socialmente construído de relação pessoal e de organização social. Ao contrário, é importante perceber que a cultura digital é fruto de expressões sociais e constitui um ambiente social novo e renovado, repleto de realidades humanas. Isto é, há uma mestiçagem de linguagens, um entrecruzamento de ambientes, em que não há uma separação clara entre “mundos” – dada a mobilidade dos aparatos, das informações, das pessoas e das relações.

No fundo, até mesmo a noção de “digital” já impregnou tanto a vida contemporânea que quase não dá conta dos processos: em um mundo em que praticamente tudo é digital, o que esse termo realmente caracteriza em termos específicos e diferenciadores? Trata-se, portanto, do desafio de buscar uma constante atualização e problematização de nossos conceitos – inclusive pastorais –, na tentativa de acompanhar a “velocidade dos processos de mudança e de transformação […] que caracteriza as sociedades e as culturas contemporâneas”, como afirma o documento preparatório.

Entretanto, em suma, merece destaque o esforço eclesial de reconhecer o ambiente digital como algo de “grande importância” para a vida da Igreja e, especialmente, para as culturas juvenis. Seria praticamente impossível pensar “os jovens, a fé e o discernimento vocacional” sem atentar para o fato de que os jovens constroem suas identidades e suas comunidades principalmente a partir das relações em rede. É nelas também que os jovens geralmente fazem suas experiências religiosas e tomam contato com seus modelos de referência, o que inclui, neste caso, o testemunho vocacional de leigos, sacerdotes e religiosos, homens e mulheres, que aí comunicam a própria vocação, principalmente quando não o fazem deliberadamente, mas a partir daquilo que postam, “curtem”, compartilham, isto é, pelo simples fato de “estarem em rede”.

É de extrema relevância, por isso, a postura do documento ao convidar toda a Igreja a “prestar atenção” às novas relações em rede e a aprender com os jovens, que, sobre isso, “certamente têm algo para ensinar” à Igreja. Retomando o próprio documento, espera-se que a Igreja realmente conserve e ponha em prática esta utopia: “Sonhamos com uma Igreja que saiba deixar espaços ao mundo juvenil e às suas linguagens, apreciando e valorizando a sua criatividade e os seus talentos”.

Só a partir dessa escuta atenta aos jovens e dessa aprendizagem com os jovens (ambas as ações nas quais os jovens são protagonistas) é que será possível repensar uma ação pastoral juvenil e vocacional à altura dos desafios contemporâneos.

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A opinião é do jornalista Moisés Sbardelotto, mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, com estágio doutoral na Università di Roma “La Sapienza”, na Itália.

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Terço dos Homens: Mais de 50 mil são aguardados em Romaria ao Santuário de Aparecida

Romaria do Terço dos Homens ao Santuário de Aparecida. Foto: Thiago Leon / Portal A12
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Romaria da juventude reunirá diversas expressões, em abril

A Romaria Nacional da Juventude já tem data marcada. Jovens de todo o Brasil caminham para serem acolhidos dias 29 e 30 de abril pela Mãe Aparecida. Trazendo como tema ‘Maria e a Doutrina Social da Igreja’, a romaria promete ser uma experiência transformadora na vida dos jovens de todo o Brasil.

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*Foto: Allan Ribeiro

A programação da Romaria Nacional da Juventude 2017 contará com tendas de formação das expressões juvenis que engloba movimentos, novas comunidades, congregações, Pastorais da Juventude (PJs).

Nas tendas, os jovens terão oportunidade de participar de catequeses com os Bispos e de momentos de animação, terço, apresentações teatrais, música, dança e outras atividades. Haverá ainda shows com artistas católicos, vigília e encerramento com Santa Missa de envio.

Além disso, haverá uma ‘Tenda Especial’, que celebrará os 10 anos dos documentos de Aparecida, Lectionautas e o Documento 85.

As inscrições estarão abertas a partir do dia 17 de fevereiro no  site www.jovensconectados.com.br

Confira a programação:

Dia 29 de abril

08h00 às 17h00 – Tendas de formação das expressões juvenis

20h30 – Show com artistas católicos

22h00 às 23h30 – Vigília
Dia 30 de abril

06h30 – Concentração dos jovens no Palco Central

07h00 – Romaria (em torno do Santuário)

08h30 – Santa Missa de envio

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21º Dia Mundial da Vida Consagrada: expressão de comunhão na sociedade

Reflexão e matéria da RV do Dom Jaime Spengler, OFM, arcebispo metropolitano de Porto Alegre, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB e Presidente do Regional Sul 3 da CNBB, neste 2 de fevereiro de 2017 quando se Celebra o 21º Dia Mundial da Vida Consagrada.

Vida Consagrada: expressão de comunhão na sociedade

2017-02-01 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O nosso convidado no ‘Porta Aberta’, desta quarta-feira (1º/02), é o Arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Jaime Spengler, membro da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Na conversa com Silvonei José eles nos fala sobre o significado do 21º Dia Mundial da Vida Consagrada que será celebrado pela Igreja na quinta-feira, 2 de fevereiro.

(MJ)

(from Vatican Radio)

Texto enviado pelo colaborador deste Blog Paulo Henrique Almeida, seminarista na Diocese de Anápolis/GO

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Brasil: primeira profissão religiosa

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A Celebração Eucarística, ocorrida às 10 da manhã, na capela da cidade Paulina, foi presidida pelo Padre Luiz Miguel Duarte, Superior Provincial dos Paulinos no Brasil, e concelebrada por diversos padres. Na assembleia, além de familiares e amigos, estiveram presentes os membros da Família Paulina.

No final da Celebração, os três neoprofessos, emocionados, fizeram um breve discurso de agradecimento. O Padre Antônio Lúcio da Silva Lima, Coordenador Provincial de Animação Vocacional, informou à assembleia sobre a nova comunidade de cada um e qual apostolado iria realizar: Francisco Galvão irá assessorar o Padre Nilo Luza na redação dos periódicos “O Domingo” e “Liturgia Diária” (Belo Horizonte); João Paulo, Web Rádio Paulus (Belo Horizonte) e Mario Roberto, Pastoral Universitária da FAPCOM (São Paulo). Em seguida, o Padre Antonio Francisco da Silva, Secretário Provincial, leu a mensagem enviada de Roma pelo padre Valdir José de Castro, Superior Geral da Pia Sociedade de São Paulo.

Após a Celebração Eucarística, os convidados participaram de um churrasco.

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É preciso superar esquemas engessados de prática pastoral

Em entrevista ao jornal O SÃO PAULO, Dom Odilo Pedro Scherer falou sobre o 12º Plano de Pastoral
Publicado em: 01/02/2017 – 10:30
Créditos: Fernando Geronazzo/ Jornal O SÃO PAULO

Por Fernando Geronazzo/ Jornal O SÃO PAULO

Ao falar sobre o 12º Plano Arquidiocesano de Pastoral, o arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, destaca a necessidade de uma Igreja “em saída” e cada vez mais em “estado permanente de missão” na cidade. “Precisamos fazer uma pastoral mais voltada para as pessoas, do que para alimentar esquemas ‘que sempre foram assim’”, disse.
Confira a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao jornal O SÃO PAULO:

O SÃO PAULO – Quais os principais pontos que o senhor destaca no 12º Plano Arquidiocesano de Pastoral?

Dom Odilo Pedro Scherer – O 12° Plano de Pastoral, que deverá orientar a Pastoral de Conjunto da Arquidiocese de São Paulo nos próximos quatro anos, mantém a motivação de seus predecessores: a preocupação missionária diante das várias urgências da evangelização em nossa Arquidiocese. Nele, também continua presente a preocupação com o testemunho do Evangelho de Cristo na Metrópole paulistana, uma vez que somos uma Igreja inserida inteiramente no contexto da cidade grande. Ainda mais, o novo Plano traz a preocupação com a família, direcionado para uma nova pastoral familiar, conforme os estímulos vindos das últimas duas assembleias do Sínodo dos Bispos e do Papa Francisco, na Exortação Apostólica Amoris Laetitia.

Na apresentação do Plano, o senhor escreve que “ainda estamos longe de ser uma Igreja ‘em saída’ e ‘em estado permanente de missão’”. O que nos falta?

Falta-nos traduzir esses apelos da Igreja em práticas pastorais eficazes, que renovem a vida eclesial. Estamos falando de uma “nova evangelização” como uma necessidade urgente, desde a Conferência de Santo Domingo, do Episcopado da América Latina e do Caribe (1992). Em 2007, a Conferência de Aparecida teve a mesma preocupação; e isso vem sendo repetido em vários momentos e documentos da Igreja no Brasil, em São Paulo, na América Latina… Sínodos e vários documentos pontifícios foram feitos em vista desta nova evangelização. Nesse sentido, o Papa Francisco vem falando constantemente da necessidade de sermos uma “Igreja em saída” e “em estado permanente de missão”. Certamente, muitos passos já foram dados, mas tenho a impressão de que há muito ainda para ser feito. Nossa Igreja continua pouco missionária. Muitos fiéis continuam distantes e sem formação cristã, sem acompanharem a vida eclesial; outros, abandonam com facilidade a Igreja e a própria fé católica; as vocações sacerdotais, religiosas e missionárias escasseiam; o modelo cristão de família está em profunda crise; e o modo cristão de educação dos filhos, onde também se prevê a transmissão da fé, está sendo abandonado. De uma geração a outra, passamos de pais fervorosamente católicos a filhos indiferentes e, por fim, netos pagãos… Acho que está faltando muita coisa para sermos verdadeiramente uma Igreja “em estado de missão”! Precisamos achar a maneira de romper e superar certos esquemas engessados de prática pastoral, certa forma de trabalhar a evangelização que não se deu conta de que a sociedade e a cultura mudaram; precisamos falar mais ao coração das pessoas, concentrar os nossos esforços no que é essencial, conforme orientou o Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (2013). Precisamos fazer uma pastoral mais voltada para as pessoas, do que para alimentar esquemas “que sempre foram assim”…

Uma novidade deste plano é a sexta urgência, “Igreja, família de famílias”. Quais os motivos que levam a Arquidiocese a olhar com maior cuidado para esse âmbito da sociedade?

Não é de hoje que a Igreja se preocupa com a família e faz pastoral familiar. Mas, no presente, a família atravessa uma situação nova: no contexto da cultura contemporânea, a proposta cristã de casamento e família está em profunda crise; há muitos casais católicos em situa-ções “irregulares” e que se sentem “fora da Igreja”, abandonados por ela, mesmo que a Igreja não os tenha abandonado ou excluído. Tal mal-estar de muitos casais e famílias católicas é um fato. Diante disso, poderíamos ser tentados a dar toda a razão ao ambiente cultural e dizer: aquilo que a Igreja prega para as famílias e sobre o casamento não é viável…. Ou então, pensar que, em relação à família e ao casamento, não há o certo e o errado, mas, simplesmente, as situações reais, diante das quais não temos nada a dizer e fazer…. Estaríamos então abandonando o Evangelho. O Papa Francisco, na Exortação Amoris Laetitia, convida a Igreja a restabelecer a sua aliança com a família, tendo em vista o desígnio de Deus sobre ela e o valor e a importância da família para a pessoa, a comunidade humana e para a própria Igreja. É preciso que voltemos a nos relacionar com todas as famílias; que as acolhamos e convidemos a percorrer o caminho do Evangelho de Cristo. A família é importantíssima para a evangelização e transmissão da fé cristã, e, sem contar com ela, fica difícil transmitir a fé às novas gerações. O novo Plano de Pastoral traz essa preocupação para nossa Arquidiocese.

O Plano também fala da necessidade urgente de retomar a catequese sistemática e propõe, inclusive, a elaboração de um “catecismo arquidiocesano”. O que seria este catecismo?

De fato, foi constatado que a iniciação à vida cristã se apresenta falha ou insuficiente: ela precisa ser mais sistemática e aprofundada. A formação cristã apenas superficial do povo católico é um fato e precisa ser enfrentada com discernimento e coragem. Ela é uma das razões da falta de perseverança na fé e na vida cristã, do abandono fácil da Igreja, da “mudança de religião” e também da pouca coerência no testemunho de vida cristã de muitos católicos. Precisamos investir na formação de catequistas, na oferta de material catequético adequado e consistente, na busca e chamada das crianças, adolescentes, jovens e adultos para fazerem um caminho de formação cristã. De fato, compete aos bispos zelarem pela catequese em suas dioceses e isso inclui a preparação, ou indicação de catecismos e itinerários de formação cristã.

Também é proposta uma revisão do Diretório dos Sacramentos da Arquidiocese. O que precisa ser revisto neste documento?
O Diretório dos Sacramentos oferece as orientações e normas básicas para a pastoral dos Sacramentos; nosso Diretório foi elaborado há mais de 15 anos e vale para todas as dioceses da Província Eclesiástica de São Paulo. O Diretório precisa ser adequado, isto é, de acordo com as novas necessidades e circunstâncias; exemplo disso é a pastoral matrimonial, que precisa ser revista depois dos Sínodos sobre a família; também as orientações para a catequese de iniciação à vida cristã e para os Sacramentos de iniciação à prática da fé precisam ser adequadas.

Qual é a motivação do Sínodo Arquidiocesano proposto para ser iniciado durante a vigência deste Plano de Pastoral?
A proposta do Sínodo arquidiocesano está amadurecendo, e ele deverá ser anunciado ainda no decorrer deste ano de 2017. Um Sínodo diocesano é uma ação eclesial de grande envergadura e significado, que precisa ser bem preparada, planejada e organizada. Não somente é realizado em diversas etapas, mas com diversos níveis de envolvimento do povo de Deus e das lideranças da Igreja. Será uma novidade para nossa Arquidiocese e tenho a esperança de que ele trará muitos frutos. Desde agora, convido todo o povo da Arquidiocese a rezar pelo bom êxito do Sínodo!

Uma vez lançado o Plano de Pastoral, quais os próximos passos que devem ser dados para a sua implementação prática?

O Plano já está lançado desde outubro de 2016. Passado o intervalo das férias, vamos então intensificar a divulgação do 12º Plano e estimular seu estudo e recepção em toda a Arquidiocese, para que possa surtir os efeitos práticos desejados. O Plano de Pastoral requer que suas diretrizes sejam assimiladas pelas diversas organizações e expressões organizadas da vida eclesial: regiões, setores pastorais, paróquias, organizações do laicato e da vida consagrada, das várias formas de comunidades menores, pastorais, movimentos, associações de fiéis; todas essas realidades eclesiais são chamadas a traduzir as indicações do novo Plano de Pastoral em projetos e programas pastorais. E esse trabalho precisa ser feito cada ano, ao longo dos próximos quatro anos.

Entrevista publicada no Jornal O SÃO PAULO – Edição 3136 – 1º a 7 de fevereiro de 2017