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Congresso Mundial SIGNIS – a mensagem do Papa Francisco

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19/06/2017 09:58
Cidade do Vaticano (RV) – “Continuar a buscar todos os meios tecnológicos e sociais para cooperar na missão universal da Igreja de proclamar o Evangelho da paz”: este é o incentivo do Papa Francisco a todos os profissionais da mídia católica, reunidos de 19 a 22 de junho na Cidade de Québec, Canadá, por ocasião do Congresso Mundial da SIGNIS, Associação Católica Internacional para a comunicação.

Tornar a esperança acessível a todos

Na mensagem enviada a Mons. Dario Edoardo Viganò, Prefeito da Secretaria para a Comunicação e assinada pelo Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, o Pontífice faz votos de que o Congresso possa inspirar “uma esperança, acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do fracasso”. Enfim, o Papa concede sua bênção a todos os participantes no evento.

Jornalistas, testemunhas da esperança

Ao Congresso chegou também a saudação do Cardeal Gérald Cyprien Lacroix, Arcebispo de Quebec, que evidencia “como esta conferência permita aos operadores da mídia valorizar a sua preciosa contribuição ao dar testemunho da esperança” do homem. “Vocês são mensageiros válidos – escreve o purpurado aos comunicadores – dos frutos que produz a Palavra de Deus”. Então o convite a “prosseguirem, com alegria e esperança, a missão dos meios de comunicação no mundo”.

Sessão dedicada à reforma da mídia do Vaticano

Centrada no tema “Mídia para uma Cultura da Paz: promover histórias de esperança”, o Congresso será aberto com um painel de discussão em que quatro representantes de organizações católicas explicarão como contar histórias de esperança; em seguida, serão os representantes do mundo audiovisual a narrar como “encontrar Deus em todas as coisas e filmá-lo”. Uma sessão específica na tarde desta segunda-feira, 19 de junho, será dedicada a aprofundar a reforma da comunicação do Vaticano.

Os jovens, a fé as redes sociais

Central, também, a reflexão sobre o envolvimento religioso e espiritual dos jovens que compartilham a sua fé nas redes sociais. Na agenda ainda a análise da relação entre música e esperança, e  como não se desesperar nas situações de crise. Serão apresentadas, em seguida, experiências de colaboração no campo da comunicação para enfrentar campanhas de sensibilização.

Um prêmio ao cineasta Martin Scorsese
Entre as muitas oficinas programadas, algumas dedicadas ao diálogo inter-religioso, ao meio ambiente, à busca da verdade no contexto das chamadas “fake news” (notícias falsas), e ao retorno do religioso ao cinema. Neste sentido, os participantes do Congresso assistirão à exibição do filme “Silêncio”, que conta a história de três padres jesuítas perseguidos por causa de sua fé, no século XVII, no Japão. O filme é dirigido pelo cineasta Martin Scorsese, a quem quarta-feira, 21 de junho, será atribuído o “Prêmio SIGNIS pela excelência de produção cinematográfica”. (SP)

 

http://br.radiovaticana.va/news/2017/06/19/congresso_mundial_signis_-_a_mensagem_do_papa_francisco/1319889

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Uma bate papo sobre Criatividade Católica

Num mundo onde o “mais do mesmo” tem tomado conta, principalmente no que diz respeito a comunicação, precisamos nos questionar: ainda há algo de novo? Tem como ser criativo e sair do convencional?

Na evangelização: tem como criar sem sair daquilo que é a essência do Evangelho?

Inventar demais é perigoso, mas o Espírito Santo é Aquele que age de forma criativa e nos torna ousados, principalmente na evangelização. Falando nisso, no dia 15 de Julho (meu aniversário uhuuuu) vai rolar um Workshop sobre Criatividade Católica e eu conversei com o organizador, o Dieimerson Vieira, da Agência Rise, sobre esse assunto. Veja só:

Robson Landim: Tem como ser criativo em algo tão antigo como a Igreja?

Dieimerson: A Igreja é antiga mas nunca deixou de ser inovadora. Podemos citar alguns casos que mudaram nossas vidas: O alfabeto, o microscópio, a bússola, dentre outros que foram descobertos por padres ou pessoas diretamente ligadas à Igreja. O que acontece é que com a globalização, as mudanças estão cada vez mais rápidas, e a Igreja não pode perder essa essência de inovação que sempre teve.

Robson Landim: Como surgiu a ideia do Workshop?

Dieimerson: A ideia partiu de um insight meu enquanto fazia alguns estudos sobre criatividade. Eu pensei no seguinte: se existe tanto preparo no mundo corporativo e acadêmico ao redor da criatividade, porquê não preparar e formar criativos para fazer a diferença na Igreja? A partir dali comecei a estudar e conectar a Criatividade e a Igreja e descobri que elas sempre estiveram unidas, mas que agora haviam poucas pessoas tratando do tema. A partir daí fizemos a primeira edição, que foi um sucesso e agora estamos nos encaminhando para a terceira edição. O objetivo é fazer com que as pessoas redescubram o seu lado criativo. É uma experiência para todos, sem distinção de idade, movimento, etc.

Robson Landim: Qual a fonte de inspiração e criatividade dos católicos?

Dieimerson: A maior fonte de inspiração é o Espírito Santo. Enquanto o mundo acredita em coincidências, devemos acreditar que o Espirito Santo nos capacita e nos mostra aquilo que é necessário para sermos criativos. O que diferencia a Criatividade Secular da Criatividade Católica é que devemos sempre ser obedientes aos ensinamentos da Santa Igreja Católica.

Robson Landim: Porque juntar os criativos católicos numa troca de ideias?

Dieimerson: Existem algumas teses sobre criatividade, e uma muito interessante é a da conexão de pontos. Um católico criativo raramente conseguirá fazer algo efetivo sozinho, mas quando reunimos um grupo que tem objetivos em comum, grandes coisas tendem a acontecer, como já aconteceram em edições anteriores. Essa conexão de pontos, pensamentos e experiências é o diferencial (Mt 18,20).

Robson Landim: O que esperar dessa edição do Workshop?

Dieimerson: As primeiras edições foram voltadas exclusivamente a Criatividade, mas nesta edição queremos ampliar os horizontes. Assuntos como ciberteologia e PNL são novos e potencialmente transformadores. Preparamos um lugar diferente que nos tire da zona de conforto e faça com que os participantes tenham uma experiência nova em suas vidas.

Bacana demais, não é? Eu estarei lá palestrando sobre “CIBERTEOLOGIA, pensando o Cristianismo em tempos de rede”. Quer saber mais e garantir sua vaga no Workshop? Acesse o link que está logo abaixo e aproveite o desconto do primeiro lote de vendas: https://www.sympla.com.br/workshop-criatividade-catolica-30__146937

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O próximo Sínodo e a Igreja diante do “enigma digital”

Postado em 7 de fevereiro de 2017

“Os processos digitais e as práticas sociais em rede se explicitam como um verdadeiro ‘enigma digital’ para a Igreja, cuja hierarquia, no documento preparatório para o próximo Sínodo, se autoafirma como parte de uma ‘geração precedente’ em relação às ‘jovens gerações’. Por isso, muitas vezes, parece não compreender os meandros e os movimentos das redes, que se manifestam como constitutivas do ‘ser jovem’ hoje.”

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“Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”: esse será o tema da próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos convocada pelo Papa Francisco para outubro de 2018. Para colocar a Igreja “a caminho”, o pontífice convocou os próprios jovens para falarem sobre o seu “desejo de mudança”. Foi a eles que Francisco enviou uma carta no último dia 13 de janeiro, apresentando o documento preparatório do Sínodo: “Eu quis que vocês estivessem no centro da atenção, porque eu os trago no coração. […] A Igreja também deseja se colocar à escuta da voz de vocês […]. Façam ouvir o seu grito, deixem-no ressoar nas comunidades e façam-no chegar aos pastores”. E não se trata apenas de “palavras bonitas”. Há também uma novidade no caminho preparatório deste Sínodo: o lançamento de um site na internet voltado especificamente aos jovens, com um questionário sobre as suas expectativas e a sua vida. Todo o material coletado, depois, irá ajudar na redação do documento de trabalho do Sínodo, o chamado Instrumentum laboris, que será o ponto de referência para o debate dos Padres sinodais.

Esse gesto ressalta a importância que Francisco atribui ao papel dos jovens na vida da Igreja (seja pela escolha da temática, seja por querer lhes dar a palavra de modo especial), mas também o reconhecimento de que as “modalidades mais eficazes hoje para anunciar a Boa Notícia”, como afirma o documento, não podem deixar de envolver as práticas sociais que vêm se desenvolvendo no ambiente digital, especialmente entre os jovens. Se os próprios jovens entendem o mundo e entendem a si mesmos a partir da relação com a internet e as redes, como entendê-los senão a partir dessa relação?

O documento preparatório do Sínodo tenta fazer isso ao abordar a “pastoral juvenil vocacional” articulando-a com algumas questões comunicacionais contemporâneas, que merecem ser aprofundadas. Como o texto tem outros objetivos, a comunicação aparece “às pinceladas”, como indicações sintéticas para o debate futuro. Por isso, quero aqui problematizar aqueles aspectos do documento que abordam a relação entre a juventude, os processos digitais e as práticas sociais em rede, que se explicitam como um verdadeiro “enigma digital” para a Igreja, cuja hierarquia, no documento, se autoafirma como parte de uma “geração precedente” em relação às “jovens gerações”. Por isso, muitas vezes, parece não compreender os meandros e os movimentos das redes, que se manifestam como constitutivas do “ser jovem” hoje.

Consulta online: esforço para ouvir o “sensus fidelium digitalis”?

O Sínodo de 2018 irá manter a inovação dos sínodos anteriores convocados por Francisco, isto é, a consulta de todo o Povo de Deus mediante um questionário específico sobre a temática em questão. Ao buscar “Interpretar” a situação da “pastoral juvenil vocacional”, uma das perguntas é esta: “De que modo vocês avaliam a mudança cultural determinada pelo desenvolvimento do mundo digital?”.

Reconhece-se que há uma “mudança cultural” que diz respeito à Igreja, em relação ao “desenvolvimento do mundo digital”. Tal mudança, talvez, não seja necessariamente determinada pela digitalização, pois isso significaria cair em um determinismo tecnológico que ignora diversos outros fatores em jogo. Contudo, é uma tentativa de a Igreja compreender o que está acontecendo – principalmente com ela mesma – em um cenário cultural em que se observa que “entre a linguagem da Igreja e a dos jovens se abre um espaço difícil de preencher”, como afirma o documento. O desafio eclesial contemporâneo, portanto, é compreender o ambiente digital sem dicotomias nem apriorismos, mas, precisamente, analisando as “mudanças” ocorridas, para ver o que permaneceu e o que se transformou nas juventudes deste início de século.

Mas a grande novidade do documento se encontra na informação de que “está prevista uma consulta de todos os jovens através de um site da internet, com um questionário sobre as suas expectativas e a sua vida”. O documento preparatório deixa claro que “as respostas aos dois questionários constituirão a base para a redação” do Instrumentum laboris.

Trata-se de uma novidade ainda a ser conhecida, sem data prevista de lançamento. Na coletiva de imprensa de apresentação do documento preparatório, o Mons. Fabio Fabene, subsecretário do Sínodo dos Bispos, disse que, por meio do site, os jovens também poderão acompanhar as várias fases de preparação do Sínodo, os discursos do papa sobre os jovens e ainda compartilhar reflexões e experiências sobre o tema sinodal. Portanto, parece que, desta vez, o processo de construção do Sínodo também se “digitaliza”, e não apenas seus conteúdos.

Isso aponta para um certo reconhecimento eclesiástico dos novos modos de construção da “opinião pública” na Igreja, isto é, das novas condições de dizer e de fazer a fé cristã. Hoje, os dispositivos digitais oferecem meios para que especialmente os jovens se apropriem do universo religioso e constituam uma “ekklesia online”, nos mais diversos sites, redes, aplicativos etc., não apenas para ter contato com a “opinião pública” na Igreja, mas também para “publicar uma opinião” sobre a Igreja.

Cabe aos Padres sinodais, então, perceber também o ambiente digital como um lócus pastoral e teológico de escuta ao sensus fidelium, “voz viva do povo de Deus”, cujas “reações […] devem ser consideradas com maior seriedade”, como afirma um recente documento da Comissão Teológica Internacional (O sensus fidei na vida da Igreja”, 2014). Nas expressões da fé em rede, no “sensus fidelium digitalis”, em suas luzes e sombras, em meio a suas banalidades e extremismos, riquezas e pobrezas, o Magistério e a teologia também são chamados a “descobrir as ressonâncias profundas da palavra de Deus” (ibid.).

Talvez, por isso, muito mais enriquecedor do que uma consulta online realizada em um ambiente “controlado” como um site criado especificamente pela Santa Sé poderia ser uma observação e interpretação daquilo que os próprios jovens “debatem” em rede sobre a fé cristã, nas mais diversas plataformas. É lá que os jovens falam, e muito, sobre a própria vida, até mesmo sem a necessidade de serem questionados (e, às vezes, fazem-no justamente por isso, como único ambiente em que são ouvidos, mesmo que apenas pelos seus pares, sobre os seus dilemas). Tal empreendimento não seria nada fácil, mas daria uma ideia mais encarnada de como o catolicismo “explode”, hoje, em uma multiplicidade de expressões locais. Muitas vezes juvenis, minoritárias e subculturais, tais expressões geralmente não chegam aos “ouvidos” da cúpula eclesiástica, embora, em rede, circulem publicamente, indo ao encontro de uma catolicidade mais autônoma e relacional, e menos heterônoma e institucional.

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Imagem retirada da web.

“Mundo virtual”, “new media”, “geração hiper(conectada)”: a Igreja diante do “enigma digital”

Ao longo do documento, despontam algumas questões comunicacionais, concentradas, especialmente, em dois parágrafos. No primeiro capítulo, no entretítulo “As novas gerações”, consta-se uma seção intitulada “Rumo a uma geração hiper(conectada)” (com esse pequeno deslize de digitação na versão em português, que coloca os parênteses no segundo termo [“conectada”], em vez do primeiro [“hiper”]). Esse trecho afirma:

“Hoje as jovens gerações são caracterizadas pela relação com as modernas tecnologias da comunicação e com aquilo que normalmente é chamado o «mundo virtual», mas que também tem efeitos muito reais. Ele oferece possibilidades de acesso a uma série de oportunidades que as gerações precedentes não tinham, e ao mesmo tempo apresenta riscos. No entanto, é de grande importância que se preste atenção ao modo como a experiência de relações tecnologicamente mediadas estrutura o conceito do mundo, da realidade e das relações interpessoais, e é com isto que é chamada a medir-se a ação pastoral, que tem necessidade de desenvolver uma cultura adequada.”

Já o capítulo 3 aborda “A ação pastoral”, refletindo sobre o desafio do cuidado pastoral e do discernimento vocacional a partir de três tópicos: os seus “sujeitos”, os seus “lugares” e os “instrumentos” à disposição. Em relação aos “lugares” para tal pastoral, o texto inova a reflexão eclesial e apresenta considerações sobre “O mundo digital”. E diz:

“Pelos motivos já recordados, merece uma menção particular o mundo dos new media, que sobretudo para as jovens gerações se tornou verdadeiramente um lugar de vida; oferece muitas oportunidades inéditas, sobretudo no que diz respeito ao acesso à informação e à construção de vínculos à distância, mas apresenta também riscos (por exemplo, o cyberbullying, o jogo de azar, a pornografia, as insídias das salas de chat, a manipulação ideológica, etc.). Não obstante as numerosas diferenças entre as várias regiões, a comunidade cristã ainda deve construir a sua presença neste novo areópago, onde os jovens certamente têm algo para lhe ensinar.”

São vários os aspectos que mereceriam uma reflexão atenta e aprofundada desses dois parágrafos, mas, por razões de espaço, vou me deter em algumas questões transversais a eles, que mais apresentam desafios para a pastoral hoje.

Nos dois parágrafos, a preocupação central é convocar a Igreja a repensar a sua “ação pastoral” diante das mudanças no campo da comunicação, o que envolve a “necessidade de desenvolver uma cultura adequada” e de “construir uma presença”. Sem dúvida, nas últimas décadas, o mundo experimentou uma “explosão” tecnológica mais ampla e mais rápida, que o levou à transição de uma “era dos meios de massa” para uma “era da massa de meios” (R. C. Alves). Hoje, experimentam-se uma aceleração e uma diversificação dos modos pelos quais as culturas interagem com outras culturas, e as sociedades interagem com outras sociedades (J. L. Braga).

A relação “jovens x redes digitais” também teve recentes repercussões sociopolíticas, como as diversas Primaveras Árabes, ou movimentos como o Occupy Wall Street, nos Estados Unidos, ou os Indignados, na Espanha, ou mesmo as manifestações de 2013 no Brasil, com a emergência de coletivos como Mídia Ninja e Jornalistas Livres, em que redes e ruas se conectam de maneiras emergentes, “passando da conexão ao encontro, e do encontro à ação” (J. Martín-Barbero).  Emerge, assim, um novo ambiente antropológico, social e cultural, um “bios midiático” (P. G. Gomes), uma ambiência comunicacional crescentemente complexa, que o documento chama apropriadamente de “lugar de vida” (não apenas para as “jovens gerações”, mas também para grande parte das pessoas e também dos campos sociais).

Por isso, o desafio eclesial não é o de meramente “usar” instrumentos tecnológicos “modernos”, como os “new media” mencionados pelo documento (postura tecnicista), nem de elaborar “boas mensagens” eficazes a serem ouvidas e debatidas “neste novo areópago” (postura informacionalista), nem ainda de apenas avaliar ou sopesar as “oportunidades” ou os “efeitos” de sua comunicação (postura funcionalista). Trata-se de algo muito mais complexo, no sentido de promover uma inculturação digital, reconhecendo que não há “a Igreja” e a “cultura digital” em polos opostos, como coisas separadas e divisíveis, mas sim relações emergentes na complexidade das redes. E, no caldo dessa cultura, a Igreja também é chamada a acolher as “formas e valores positivos que podem enriquecer o modo como o Evangelho é pregado, compreendido e vivido” (EG 116).

O documento preparatório, contudo, permanece principalmente numa leitura instrumentalista e moralista dos processos comunicacionais. Embora reconhecendo que as “jovens gerações” mantêm uma “relação” com as tecnologias, a ênfase está toda no polo tecnológico, já que se trata de “relações tecnologicamente mediadas”. Falta refletir sobre a complexidade dessa relação, que não é “determinada” pela tecnologia, e cuja mediação se dá numa rede de outras mediações (sociais, culturais, simbólicas etc.). Se o desafio pastoral fosse de ordem tecnológica, a solução deveria ser buscada na própria tecnologia. E aqui também a Igreja pode cair no risco de uma leitura comunicacional marcada pelo “paradigma tecnocrático” denunciado pela Laudato si’ (101ss). Ou seja, a técnica acaba assumindo um “poder globalizante e massificador” (LS 108) sobre a interpretação dos processos comunicacionais, e imagina-se que ela também seria a única solução de problemas que, na verdade, são de outra ordem. A técnica, especialmente quando se transforma em tentação pastoral, ignora “o mistério das múltiplas relações que existem entre as coisas e, por isso, às vezes resolve um problema criando outros” (LS 20).

Por outro lado, fica escanteada, no documento, uma reflexão mais atenta às processualidades da comunicação contemporânea, optando por apontar para seus “efeitos”, “oportunidades” e “riscos” de fundo moral. Isso não significa que estes não existam, mas são secundários, se a tentativa é de entender a relação entre as “jovens gerações” e as “modernas tecnologias da comunicação” (aliás, “jovens” e “modernas” em relação ao quê e a quem?). Mais do que isso, seria muito mais enriquecedor para a reflexão pastoral se a leitura se voltasse não a jusante, mas a montante: isto é, não é apenas a tecnologia que “caracteriza” as “jovens gerações” ou que media suas relações, mas também e principalmente as “jovens gerações” que vão aprimorando as tecnologias ou até mesmo inspirando o seu desenvolvimento. Isso se dá mediante os usos e apropriações ativos e criativos de tais tecnologias por parte dos jovens em suas interações, que, aliás, são constantemente acompanhados e pesquisados pelas empresas de inovação tecnológica, justamente para entender seus interesses, desejos e necessidades, o que aponta para relações muito mais complexas entre o social, o tecnológico e o cultural.

Além disso, falar de “mundo virtual” (ou mesmo “mundo dos new media”) é permanecer numa concepção ultrapassada não apenas em relação à reflexão acadêmica sobre o ambiente digital, mas inclusive em termos de senso comum. Às vezes, parece que o documento ainda se situa no imaginário tecnológico da saga Matrix, ou, para ficar no âmbito eclesial, é como se a reflexão eclesial estivesse estagnada desde o documento Igreja e internet de 2002 (o que não é verdade; basta ver algumas recentes mensagens para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de Bento XVI e de Francisco, que avançam muito no debate).

O próprio erro no entretítulo do documento em português – “geração hiper(conectada)” – é sintomático, nesse sentido, pois revela uma Igreja que olha para a geração atual e vê apenas os seus aspectos “hiper”, quase sempre negativamente, e que coloca entre parênteses o verdadeiro “sinal dos tempos”, que são as novas formas de conectividade. Esse é um erro (presente no texto e na práxis eclesial) que prejudica toda possibilidade de leitura (do próprio texto e principalmente do “mundo de hoje” onde os jovens vivem).

Basta conversar com qualquer jovem sobre a comunicação hoje para se dar conta de que dificilmente a expressão “mundo virtual” ou “mundo dos new media” virá à tona (muito menos, aliás, “salas de chat”…). Para as “jovens gerações”, as relações entre o off e o online são muito mais entrelaçadas, e qualquer fronteira se torna muito mais sutil do que se imagina. No fundo, falar em “virtual” mais atrapalha do que ajuda na compreensão das complexidades do digital. Se abordarmos a internet meramente como “virtualidade”, podemos correr o risco de abstrair toda a sua realidade, toda a sua materialidade, todas as suas marcas de socialidade, a sua própria contextualidade, que é sinal da humanidade nela presente. O risco é de minimizá-la como um fruto puramente da “imaginação”, irreal e imaterial, e não perceber nela um novo ambiente socialmente construído de relação pessoal e de organização social. Ao contrário, é importante perceber que a cultura digital é fruto de expressões sociais e constitui um ambiente social novo e renovado, repleto de realidades humanas. Isto é, há uma mestiçagem de linguagens, um entrecruzamento de ambientes, em que não há uma separação clara entre “mundos” – dada a mobilidade dos aparatos, das informações, das pessoas e das relações.

No fundo, até mesmo a noção de “digital” já impregnou tanto a vida contemporânea que quase não dá conta dos processos: em um mundo em que praticamente tudo é digital, o que esse termo realmente caracteriza em termos específicos e diferenciadores? Trata-se, portanto, do desafio de buscar uma constante atualização e problematização de nossos conceitos – inclusive pastorais –, na tentativa de acompanhar a “velocidade dos processos de mudança e de transformação […] que caracteriza as sociedades e as culturas contemporâneas”, como afirma o documento preparatório.

Entretanto, em suma, merece destaque o esforço eclesial de reconhecer o ambiente digital como algo de “grande importância” para a vida da Igreja e, especialmente, para as culturas juvenis. Seria praticamente impossível pensar “os jovens, a fé e o discernimento vocacional” sem atentar para o fato de que os jovens constroem suas identidades e suas comunidades principalmente a partir das relações em rede. É nelas também que os jovens geralmente fazem suas experiências religiosas e tomam contato com seus modelos de referência, o que inclui, neste caso, o testemunho vocacional de leigos, sacerdotes e religiosos, homens e mulheres, que aí comunicam a própria vocação, principalmente quando não o fazem deliberadamente, mas a partir daquilo que postam, “curtem”, compartilham, isto é, pelo simples fato de “estarem em rede”.

É de extrema relevância, por isso, a postura do documento ao convidar toda a Igreja a “prestar atenção” às novas relações em rede e a aprender com os jovens, que, sobre isso, “certamente têm algo para ensinar” à Igreja. Retomando o próprio documento, espera-se que a Igreja realmente conserve e ponha em prática esta utopia: “Sonhamos com uma Igreja que saiba deixar espaços ao mundo juvenil e às suas linguagens, apreciando e valorizando a sua criatividade e os seus talentos”.

Só a partir dessa escuta atenta aos jovens e dessa aprendizagem com os jovens (ambas as ações nas quais os jovens são protagonistas) é que será possível repensar uma ação pastoral juvenil e vocacional à altura dos desafios contemporâneos.

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A opinião é do jornalista Moisés Sbardelotto, mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, com estágio doutoral na Università di Roma “La Sapienza”, na Itália.

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A Igreja Católica na internet #Ciberteologia

Paz e fogo, galera! Firme?

O vídeo mais recente do #VlogRevolucionário é uma entrevista que fiz para o programa “A Arte da Vida” da qual sou produtor e repórter. O programa vai ao ar nas TVs Século 21 e Milícia da Imaculada.

Mas vamos para o que interessa! O entrevistado, o Irmão Darlei Zanon, da Congregação dos Padres e Irmãos Paulinos, é um estudioso da área da ciberteologia ou cibereclesiologia como ele chama. Essa entrevista aconteceu justamente num “Café Teológico” promovido pela Paulus e que tinha como temática “a Igreja Católica em tempos de rede”.

Nesse vídeo ele fala sobre a presença da Igreja na Web, sobre como devemos nos portar no ambiente digital e também como deve ser a nossa “contribuição” em assuntos polêmicos como aborto, ideologia de gênero, eutanásia, dentre outros.

Vale a pena assistir!

Se você faz parte de PASCOM, Ministério de Comunicação ou conhece alguém que acha que encher a sua timeline de GIFs brilhantes de Jesus, Maria e frases bíblicas é evangelizar, aproveite e mande esse vídeo, pois o conteúdo é muito valioso e nos ajuda a repensarmos a nossa presença nesse ambiente tão propício para evangelizar os batizados. #Play!

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Frases Religiosas – Como Evangelizar pelo WhatsApp

Shalom!! Sou Gabriel Vaz e neste artigo você vai aprender uma das minhas estratégias: um passo-a-passo testado pra você…

 

usar LISTAS DE TRANSMISSÃO DO WHATSAPP com frases religiosas ou mensagens religiosas de boa noite, de bom dia, frases de santos com eficiência e simplicidade.  E claro, sem que você seja o chato da história. Vamos lá?

Foto do Gabriel Vaz Shalom, criador do Curso Evangelização Prática na WEB e do Mini Curso EvangelizApp - é também Consultor Expert em Vendas ONLINE

Gabriel Vaz Shalom, criador do Curso Evangelização Prática na WEB e do Mini Curso EvangelizApp – é também consagrado na Comunidade Católica Shalom

Acompanhando até o final você vai aprender:

A escolher as melhores frases religiosas

Como usar a Lista de Transmissão do WhatsApp

Descobrir quem leu e quem não leu sua frase religiosa

Algumas Orientações estratégicas para evangelizar pelo WhatsApp sem ser chato

Melhorar seu relacionamento com seus amigos

Os erros mais comuns de quem tenta evangelizar e não avança

Você curte frases religiosas, certo? Tem desejo que ver a vida as pessoas transformadas como a sua foi, correto? Então esse artigo é pra você!

Vamos começar, então?

 

PASSO 1: Reze, esteja conectado ao Espírito Santo

 

Pode parecer estranho mas se você não rezar, se não tiver intimidade com Deus, você corre o risco de NÃO EVANGELIZAR, de não dar de Cristo às pessoas mas dar de você mesmo somente. Dar de você e não de Cristo.

 

Então antes de iniciar pare, reze, peça a ajuda do Alto. “Vinde, ó Deus, em meu auxílio! Socorrei-me sem demora!” ou “Inspirai-nos, ó Deus as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em vós comece e para vós termine tudo aquilo que fizermos por Cristo Nosso Senhor!“. Pergunte ao Senhor: “Senhor, o que o Senhor quer falar aos teus filhos hoje? Ajudai-me a me esvaziar para me encher de Vós e Vos transbordar para os meus irmãos”.

 

Entendeu, né? Intimidade. Docilidade. Guiado pelo Espírito Santo. Humilde. O último passo tem relação com esse primeiro… Leia até o final que você vai entender.

Papa Francisco nos ensina e rezar pelo exemplo

Papa Francisco nos ensina e rezar pelo exemplo

 

É um erro grave (apesar de comum) agir como Marta sem conciliá-la com Maria. Sim, é preciso trabalhar. Sim, é preciso evangelizar. E sim, tudo isso nasce na oração, da contemplação, do amor ao Amado de nossas almas. Não podemos evangelizar por nós mesmos. Temos que estar unidos a Ele. Nosso dever na verdade é anunciar o contemplado.

 

Outro erro comum é: jogar palavras ao vento que não vão gerar nenhum fruto. Se não vem de Deus não perdura.

 

Lembra daquela dura passagem do evangelho: mas Senhor, pregamos nas praças em Teu Nome, profetizamos, realizamos milagres em Teu nome. A estes os Senhor responde: não vos conheço. Só tem um jeito do Senhor nos conhecer: gastando tempo em Sua presença, cultivando a Sua amizade, rezando longamente, em diálogo, em intimidade, em adoração.

 

Poxa! Deu até vontade de parar de escrever pra ir rezar. Rsssss.

PASSO 2: Escolha as frases religiosas de hoje

Evangelize pelo WhatsApp usando Frases Religiosas, Orações, mensagens bíblicas, frases biblicas, Frases da Bíblia, etc

Evangelize pelo WhatsApp usando Frases Religiosas, Orações, mensagens bíblicas, frases biblicas, Frases da Bíblia, etc

 

Para isso não faltam sites com frases e imagens com frases religiosas.

 

Mas é importante fazer o seu acervo pessoal de fotos e até mesmo criar as suas com sites online como o canva.com por exemplo.

 

Eu particularmente recomendo a meus alunos a buscarem a riqueza da nossa fé usando frases de santos, de passagem bíblicas com referência até porque tem muitas frases por aí que não evangelizam, isto é, não levam para Deus, não re-liga (religião vem de religar homem com Deus) mas leva o homem para ele mesmo numa auto-ajuda e não numa Alto Ajuda, ou Ajuda que vem do Alto.

 

Porém pode ser estratégico dependo do seu público a ser evangelizado: usar algumas frases seculares… Mas faça isso com discernimento.

 

Por outro lado se todos ficarem “divulgando” frases de escritores seculares, músicas seculares, etc quem vai anunciar o Evangelho Integralmente sem tirar uma vírgula ou ponto?

 

Dica: Use mensagens católicas

 

Os evangélicos que nos perdoem mas a riqueza da nossa Igreja é fantástica, não é? E como o Papa Francisco nos ensina temos que anunciar com alegria esses tesouros das nossas frases religiosas.

 

Para Evangelize pelo WhatsApp beba da riqueza da Tradição e do Magistério da Fé Católica

Para Evangelizar pelo WhatsApp beba da riqueza da Tradição e do Magistério da Fé Católica

Como o Padre Paulo Ricardo se cansa de falar “Jesus disse que a Verdade nos libertará mas não disse que essa Verdade seria agradável”. As vezes somos incompreendidos e isso de certa forma não é ruim. Nosso Senhor também foi incompreendido, rejeitado, caçoado. Mas eu e você devemos evangelizar a tempo e contra tempo o que não nos dá o direito de queimar o filme e em nome dessa passagem bíblica ser tão inoportuno quanto aqueles que ficam pregando ao vento com certa arrogância em praças públicas.

 

Não foi isso que Jesus nos ensinou. Não é isso que o Papa Francisco nos exortou na Evangelli Gaudium. Eles nos ensinaram que primeiro é o “ide”. Primeiro é ser um com o outro, primeiro e se fazer um igual, primeiro é conhecer, descalçar as sandálias diante da terra que é o outro. E só depois “evangelizai”, só depois dar o evangelho, só depois dar a boa nova, uma boa notícia que é o próprio Cristo, que é uma Pessoa real, próxima, concreta, viva, ressuscitada.

 

Dica: Entre frases reliosas Testemunhe

 

Vez por outra envie uma partilha simples, alegre, breve, centrada em Cristo. Transborde o que o Senhor tem feito em seu favor. As pessoas querem ter contato com pessoas. Assim não se limite a procurar frases religiosas, frases de boa noite, etc. Fale também do que o Senhor tem feito na sua vida. As graças e os desafios que você tem colhido.

 

Erro comum: Anunciar-se a si mesmo

 

Aqui já deixo o registro de um erro comum: alguns irmãos talvez movidos por vaidade ou por inocência de início de caminhada não testemunham o que o Senhor fez, mas o que eles fizeram. Em última instância eles esvaziam a gloria de Deus e não são salvos por Deus – eles mesmos estão se salvando como fariseus cegos guiando cegos… Duro, né? Mas é verdade.

 

Dica: Foque nos Jovens Católicos

 

Naturalmente você terá mais afinidade com as pessoas do seu círculo de amizada. Homens de 34 anos, pais tem muito mais facilidade em evangelizar, dialogar com homens com idade entre 34 anos com filhos. E isso é muito importante. Há semelhança de vivência, de valores, etc.

 

Porém como a maioria dos meus alunos são jovens, num primeiro momento recomendo aos meus alunos a atacarem os jovens católicos. Isso por uma razão muito simples: a linguagem é mais fácil de trabalhar.

 

Erro comum: Despresar os jovens

 

E quero te motivar a Focar nos jovens também: temos muitos jovens católicos que aos poucos vão perdendo a fé católica.

O Papa Francisco nos envia a todos:

 

  1. a resgatar os que estão fora da vivência da fé, das missas, da confissão, da Eucaristia;
  2. a inflamar os corações dos que estão dentro. Isto é tornar essa chama da fé reluzente, quente, que aquece os que se aproximam; e
  3. a manter o diálogo com quem não crê em Cristo.

 

Naturalmente os que professão outra fé, os evangélicos também devem ser alvos da nossa evangelização, mas por hora, é melhor focar nos jovens católicos mesmo. O Papa dá outras orientações para esses, que devem ser tratados de uma forma diferente, uma vez que são diferentes.

 

Mas esse papo fica para um outro artigo.

 

Dica: Envei um oração

 

Como quem reza se salva e quem não reza se condena, como ensina Santa Teresa d’Ávila. Por isso recomendo fortemente que envie orações. Orações de santos, orações pessoais, orações de louvor, de súplica contanto que seja uma oração católica.

 

A diferença entre a oração católica para outras orações é que nós queremos que “Seja feita a Vossa Vontade” e não que Deus ou deus faça a nossa vontade. E isso é super sutíl.

 

Na sua oração você quer convencer a Deus a fazer o que você quer ou a executar (ou facilitar) seu projeto ou você reza querendo o que Deus quer? Ao final da sua oração você pede “contudo que seja feita a Tua Vontade” como Jesus terminou sua oração no Horto das Oliveiras?

 

PASSO 3: Seguimente o seu público em Listas de Transmissão do WhatsApp

 

É importante você tratar os iguais com igualdade e os desiguais com desigualdade. Explico.

Não dá pra “evangelizar” irmãos de igreja da mesma forma que colegas de trabalho (exceto que eles também forem católicos praticantes).

 

Recomendo meus alunos a criar listas de transmissão para homens e mulheres. Criar lista de transmissão para católicos arrefecidos para animá-los, evangélicos, não cristãos, etc. Faça e experiência. Você vai ver que a comunicação fica muito mais fácil, embora trabalhosa. As vezes a mesma mensagem você vai precisar adaptá-la uns 4 vezes, mas o resultado é impressionante.

 

Como mandar mensagens religiosas para várias pessoas ao mesmo tempo

 

Bem… Pra você não ser o chato da história você precisa primeiro do consentimento de quem vai receber sua Lista de Transmissão.

Então é de bom tom que você antes de enviar mensagens você pergunte se a pessoa quer receber. Daí você só envia pra quem de fato quer receber.

 

O próprio WhatsApp dá valor nisso. Dá tanto valor que se a pessoa não tiver o seu número salvo nos contatos você envia mas o destinatário não recebe – sabia disso??.

 

Para criar sua Lista de Transmissão

 

  1. Abra o seu WhatsApp.
  2. Vá para a tela de Conversas > Botão de Menu > Nova transmissão.
  3. Toque em + ou digite os nomes dos seus contatos para escolher os destinatários.
  4. Toque em Pronto.
  5. Toque em Criar.

Depois de executar os passos acima e de adicionar as pessoas que você acredita que tem interesse em receber suas mensagens e pergunte ao parecido com “Olá, meu irmão” (como disse, eu gosto de dividir homens de mulheres) “Boa tarde! Tudo bem contigo?”. Espero algumas respostas. E depois mando novamente “Estou criando uma lista de amigos para receberem dicas de evangelização semanalmente. Você quer que eu adicione seu contato?”

Daí você só envia as mensagens para as pessoas que realmente querem recebê-las.

Cá pra nós: não adianta você ter 256 pessoas numa lista de trasmissão sendo que só uns 80 recebem. Mas dentre esses uns 30 te bloqueiam pra você parar de ser chato, dos 40 que teríam interesse acha estranho você não ter falado nada antes (eu acho até falta de educação) e já não recebem com tão bons olhos assim e os outros 10 não te bloqueiam mas passam a ignorar suas mensagens – nesses casos você perde o contato com uns 50 amigos que desculpe, vão deixar de ser.

Erro comum: Enviar a todos, ser chato e ser bloqueado por alguns

Falo por experiência. Se você é meu aluno ou acompanha meus artigos e vídeos no Facebook ou Youtube sabe que faço muito teste. Há um mês mais ou menos estou tentando contato com um “amigo” que fiz uns testes no WhatsApp mas eu me bloqueio. Mandei zap, mandei e-mail, liguei… Mas na cabeça dele eu usei mal (e ele está certo eu ainda estava aprendendo) e queimei o meu filme.

 

E eu não quero que isso aconteça com você.

 

PASSO 4: Faça perguntas

 

Agora a gente retoma o Passo 1. Movido pelo Espírito constura sua mensagem e NÃO fale o que você quer ou mesmo o que a frase que você encontrou inspira. Comunique o que o Senhor te inspirou.

 

Se você tem Listas de Transmissão para públicos distintos pode adaptar o texto pra cada um.

Não precisa fazer em todas as mensagens mas faça perguntas.

Pergunte se a pessoa quer receber esse “serviço” de mensageria

Uma grande amiga e aluna do Curso Evangelização Pratica na WEB montou um grupo de amigos onde ela perguntou se a pessoa gostaria de receber mensagens religiosas diárias ao fim do dia. E ela só envia aos que disseram “sim, eu quero receber”. Simples, né? Mas conheço quem envie mensagens diárias em siquer pergunta. Chato, né? Esses terão sua recompensa. Serão bloqueados polos próprio amigos – amigo é palavra forte, pelos conhecidos.

 

Erro comum: Mandar frases religiosas indesejadas sem perguntar se a pessoa quer receber sua mensagem.

Erro comum: tratar todos como se fosse iguais.

 

PASSO 5: Interceda e tenha sua lista como Filhos Espirituais

 

Coloque seus evangelizandos nas intenções do santo terço, da eucaristia. Jejue pelos seus amigos. Para que a semente que Deus está semeando através do seu apostolado caia em terreno fertil. Esteja unido a Deus e aos seus evangelizandos pela oração. Pela intercessão. Faça momentos de adoração por eles.

 

PASSO 6: Louve ao Comunicante

 

Como você rezou no início, agora você pode louvar e agradecer a Deus por te dar esse apostolado com as frases regiliosas.

 

Agradeça ao Senhor por ser Seu instrumento inútil. De fazer o que você deveria ter feito. Se alegre por levar a Boa Notícia às nações.

 

E humildemente se coloque como impotente, fraco, e você é tal como eu sou. Afinal sem Ele nada podemos fazer, certo?

 

Como Fazer Parte de Uma Comunidade de Evangelizadores Digitais?

 

Se você gostou desse artigo quero te convidar a conhecer o mini curso EvangelizApp clicando aqui.

 

Padre Joãozinho fala do uso das novas tecnologias no trabalho da Igreja

Com estudos em teologia, filosofia, música e outras áreas, padre Joãozinho, scj, também pesquisa e utiliza novas tecnologias para o trabalho evangelizador.
Em entrevista ao Portal A12.com, o religioso falou da sua experiência com o uso das ferramentas disponíveis no smartphone.

 

Além disso, o padre expôs a sua opinião sobre as redes sociais e como esses instrumentos modificam a realidade vivida no trabalho eclesial.

Padre Joãozinho falará sobre o o uso do celular no trabalho eclesial durante uma palestra noCONAGE (Congresso Nacional de Gestão Eclesial), que acontecerá de 19 a 23 de setembro no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, localizado no Santuário Nacional de Aparecida.

A palestra do padre Joãozinho será no dia 22 de setembro, às 14h30.

O CONAGE é um evento da Promocat Marketing Integrado, empresa de comunicação especializada no segmento católico.

As inscrições para o CONAGE estão abertas pelo site oficial do evento conage.catholicus.org.br.

O itinerário da pastoral na comunicação de Alberione a Aparecida

Pe AlberioneNeste artigo, Agenor Brighenti fala sobre as contribuições da obra de padre Tiago Alberione (foto) diante dos meios modernos de comunicação e sobre o percurso pastoral da Igreja desde a cristandade até a publicação do Documento de Aparecida. É um excelente texto para quem estuda a relação da Igreja com a mídia e para quem quer conhecer mais o pensamento do fundador das Paulinas e dos Paulinos.

“Consciente dos valores da modernidade, com olhar crítico, mas positivo, padre Alberione se insere no seio da sociedade moderna e passa a utilizar-se dos meios modernos para levar adiante os ideais evangélicos. Para isso, soube sintonizar-se com um movimento novo na Igreja – o catolicismo social –, cujas iniciativas e práticas iriam desembocar na publicação da Rerum Novarum, dar origem à Ação Católica e influenciar os demais movimentos precursores do Concílio Vaticano II”, conta o autor em seu texto. 

Diante das mudanças que as novas tecnologias impulsionaram na sociedade, especialmente através dos meios de comunicação, a Igreja viu ser questionado o seu modelo pastoral e desafiada a mudar sua metodologia pastoral para continuar a cumprir a sua missão de anunciar e instaurar o Reino de Deus no mundo.

“Padre Alberione sentiu a necessidade da superação da pastoral de conservação, de algo novo, pois percebeu que aquele modelo já não respondia às novas exigências de seu tempo. Com o advento da civilização moderna, industrial e urbana, haviam emergido desafios novos, que exigiam uma pastoral inovadora. Não se justificava uma postura de oposição às novas realidades, aparentemente hostis à fé cristã. Com grande zelo pastoral e forte sensibilidade social, entre outras iniciativas, padre Alberione começa propondo aos párocos de sua diocese um maior conhecimento da realidade, inclusive com o auxílio das ciências, especialmente da sociologia”, pontuou Brighenti.

Leia o artigo completo AQUI

 

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Hino da JMJ em ritmo de balada é lançado no Rio de Janeiro

Há um pouco mais de um mês da Jornada Mundial da Juventude na Cracóvia (Polônia), evento que vai reunir a juventude de todos os continentes, um grupo de DJs e cantores católicos do Rio de Janeiro lançaram um “remix” da versão brasileira do Hino da JMJ 2016.

O projeto idealizado pelos DJs Ronald Carvalho, Piedade e Vitor Sales foi realizado com o objetivo de levar às “baladas” e eventos cristãos a beleza e a alegria da canção.remix hino jmj

Para a realização da produção participaram vários músicos católicos, fotógrafos, técnicos de som, dentre outros profissionais. A iniciativa contou com o apoio do arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta.

Os organizadores do projeto ressaltaram a importância de levar ao espaço da música eletrônica a mensagem da misericórdia e a urgência de “gritar para o mundo inteiro ouvir que Jesus Cristo é o Senhor”, além do resgate e a esperança que o hino traz quando diz: “Deixa o teu medo e tem fé. Um novo tempo virá. Cristo está vivo: vivo entre nós! E um dia Ele voltará!”.

“É preciso levar este anúncio a milhares de jovens, com todos os formatos, para que este conteúdo evangelizador atinja cada vez mais a juventude”, destacou DJ Vitor Sales.

Clique aqui e ouça o remix do hino da JMJ

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Conheça os Resultados do Email Marketing LeadLovers

Shalom, eu sou o Gabriel Vaz! Consagrado, Empreendedor, MailMarketer, Coper… E aí? Bora Partilhar?! (Um forte abraço à noivinha Sarah Nery do Canal #BoraPartilhar)

Gabriel, vale a pena investir tempo e dinheiro com EmailMarketing?? Vejo muitos amigos comunicadores com essa dúvida… Hoje que partilhar contigo os resultados que eu e meu amigo Flávio da Verbo Produções atingimos.

Com 2.700 contas de e-mails de São Paulo (e eu em Brasíilia) somados mais 5 e-mails disparados no momento certo resultaram em mais de R$ 3.000 em ingressos do Espetáculo Perfeição (e eu fiz isso daqui – legal né?).

Confira os bastidores no vídeo:

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Nosso próximo desafio será fazer as campanhas de e-mail do Musical Anchieta.

😉

 

Ah! Tenho outro convite pra você

Clique aqui para se inscrever no Lançamento desta quarta-feira, 10-maio, às 20h (horário de Brasília) e descubra Como Estruturar Sua Comunicação (ou PASCOM) de forma Exuta e Produtiva. Na verdade todo mês eu ministro uma aula grátis. Inscreva-se para reservar sua vaga.

Abaixo tem os links das minhas mídias caso queira me seguir em outros meios.

Um forte abraço e até semana que vem!! 😉

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Como evangelizar no Facebook?

Shalom, evangelizador!!

Aqui é o Gabriel Vaz e hoje é Dia de Partilha!!

Como você pode usar o Facebook estrategicamente e atingir pessoas sem experiência de Deus. Se você for no meu canal do YouTube você vai achar outros vídeos com esse tema. Ah! No final do vídeo dou uma dica show de bola.

Descubra como evangelizar pelo Facebook.

Gostou? Comente! Compartilhe!

😉  Read More